Agronegócios

Clima proporciona resultados variáveis na colheita da soja

Imprensa Integrada


Com mais da metade da área de soja colhida no Paraná, estimada em 5,43 milhões de hectares, os agricultores não só do Paraná, mas também de todo o Brasil, sofreram com as condições adversas do clima neste ciclo. De acordo com o gerente da área técnica da Cooperativa Integrada, Irineu Baptista, as perdas foram bem variadas.

As chuvas espaçadas foram um dos principais problemas. Com precipitações variadas, o cenário de uma propriedade para outra em uma mesma região pode ter sido muito diferente. Irineu observa que isso trouxe uma alta variabilidade de produtividade, tanto temporal como espacialmente.

O cooperado Valentin Rosolen foi um dos que perceberam as mudanças no clima. Ele produz na região de Arapongas que, segundo ele, teve chuvas um pouco mais regulares no comparativo com outras regiões. Pelo clima adverso, Rosolen afirma que o resultado está melhor do que esperava. “Tivemos estiagem, mas as chuvas em nossa região foram um pouco mais regulares”, afirma o produtor.

Altas temperaturas

Além das chuvas espaçadas, as altas temperaturas também foi outro agravante, com plantas que acabaram morrendo pelo calor. Isso também comprometeu a eficiência da safra. “Perdemos, mas está dentro da média”. Além das chuvas um pouco mais regulares, a adoção da rotação de culturas em sua propriedade foi, segundo ele, um fator fundamental para a sobrevivência da lavoura em períodos de estiagem.

Rodrigo Ambrosio, engenheiro agrônomo da Integrada, atende o cooperado na região e exemplifica que em áreas vizinhas da propriedade de Rosolen que não tiveram o mesmo manejo, o resultado foi bem diferente. A preocupação com a qualidade do solo com o uso da rotação, adubação verde e a adoção da inoculação foram também alguns dos fatores que ajudou o cooperado a ter uwma perda menor neste ciclo.

De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a safra 2018/19 terá um recuo de 15% na produção no comparativo com o ciclo anterior. A previsão deste ciclo é de 16,35 milhões de toneladas de soja só para o Paraná, ante 19,18 milhões de toneladas do ciclo anterior.

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