Policial Quatiguá

Candidato a vice de Quatiguá é réu confesso em furto qualificado

Valdir Gonçalves da Silva é suplente na chapa encabeçada pela ex-vereadora Beatriz David, a Bia

Valdir Mecânico, em foto extraída de material de campanha: passado que condena

Da Assessoria


O período de convenções partidárias terminou no último dia 16 e a comunidade de Quatiguá foi surpreendida pela informação de que o candidato a vice-prefeito na chapa da ex-vereadora Beatriz David (DEM), a Bia, como é mais conhecida, tem como vice o comerciante, Valdir Gonçalves da Silva, do mesmo partido.

Até aí nada demais não fosse o fato de Valdir Mecânico, como é mais conhecido, ter sido réu confesso em quatro crimes de furto ocorridos em 2001 e 2002, tendo sido condenado pela justiça a uma pena de 10 anos de reclusão em regime fechado. Ele cumpriu a sentença e o crime já prescreveu, mas o registro de antecedentes criminais continua valendo, embora ele seja liberado para concorrer ao cargo político.    

Hoje o candidato a vice-prefeito, Valdir Gonçalves da Silva é empresário do ramo de autopeças na cidade de Quatiguá. Os fatos que aconteceram no início da década passada agora vieram à tona com o lançamento da candidatura.

Segundo o inquérito policial que apurou os crimes, Valdir e mais dois comparsas Claudinei Domingues da Silva e Sebastião Rafael foram denunciados e processados, como incursos nas sanções do art. 155 (furto) do Código Penal. A quadrilha realizou, segundo o teor da apelação criminal n.686.405-5, furtos na cidade de Wenceslau Braz.

No primeiro crime, segundo a denúncia, no dia 05 de maio de 2001, os três sentenciados invadiram a residência de um morador furtando um aparelho de TV; duas caixas de som; um aparelho de antena parabólica do tipo conversor e um facão.

Novamente em dezembro do mesmo ano, Valdir, Claudinei e Sebastião invadiram residência em um sítio do Bairro Mato Preto, também em Wenceslau Braz e furtaram uma televisão; um aparelho de som; duas caixas acústicas; e CDs.

Dias depois, o trio novamente cometeu furto em outra propriedade rural, arrancando duas tábuas de um galpão onde subtraíram um arreio tipo Porta Capela, em couro; um laço de corda; um chinchador; uma cavadeira; remédios para animais; um cabresto; um freio completo; uma espora; uma bomba pulverizadora e uma enxada.

No ano de 2002, em 14 de abril, arrombaram uma janela de uma residência e furtaram um rádio; uma máquina de costura; um botijão de gás; um liquinho com fogareiro, uma panela de ferro, um chapéu, 162 moedas antigas, R$ 155,00 em dinheiro e um cheque no valor de R$ 450,00 .

Na época, o juiz da comarca de Wenceslau Braz proferiu sentença, julgando procedente a denúncia para o efeito de condenar os réus Claudinei Domingues dos Santos (por 4 vezes), Valdir Gonçalves da Silva (por quatro vezes) e Sebastião Rafael (por 3 vezes), nas sanções do art. 155, § 4º, incisos I e IV, c/c art. 69, ambos do Código Penal, a uma pena, respectivamente, de 10 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado e 216 dias-multa; 9,4 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado e 176 dias-multa; e nove anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado e 252 dias-multa.

Repercussão

O lançamento da candidatura causou um escândalo na cidade, ainda que Valdir já tenha sua punibilidade extinta por meio de um recurso interposto, ante a verificação da prescrição da pretensão punitiva, em sua modalidade retroativa, a situação causou mal-estar geral.

Procurado pela reportagem, Valdir Mecânico preferiu aguardar a publicação desta reportagem para se manifestar, antecipando que tem a consciência tranquila como ser humano.

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