Siqueira Campos

Câmara rejeita cassação de prefeito

Por cinco 5 votos contra e 4 vereadores mantém mandato de Bi, que toma posse quarta-feira (28)

Vereadores rejeitaram o relatório de uma Comissão Processante (CP), que recomendava a cassação do prefeito
CRÉDITO: Agência Criativa – David Batista

Agência Criativa – David Batista


A Câmara de Vereadores de Siqueira Campos, em sessão que aconteceu na manhã desta segunda-feira (26), rejeitou relatório de uma Comissão Processante (CP), que recomendava a cassação do mandato do prefeito Fabiano Lopes Bueno, o Bi, (PSB) como é mais conhecido e, desta forma, após vitória por unanimidade semana passada no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), ele volta ao cargo nesta quarta-feira (28). 

O presidente do Legislativo, Manoel Estevam Velasque (DEM) conduziu a sessão de julgamento do relatório do processo de cassação do prefeito Bi, que começou as 8h30 e terminou às 11h30, com público limitado de até 40 pessoas. 

Mauro Leite, relator da Comissão Processante (CP) leu o relatório e pediu a cassação do mandato do prefeito por achar que ele realmente cometeu irregularidade. Fabiano Lopes Bueno foi denunciado pelo bacharel em direito Alessandro Silva, de autorizar abastecimento de máquina pá carregadeira, que já havia sido vendida em leilão pela prefeitura. 

Após a palavra livre dos vereadores, o advogado de defesa teve duas horas para defender a tese do prefeito. A seguir o presidente abriu a votação. Manifestaram-se a favor da cassação os vereadores Osvaldo Raimundo Filho, Paulo Leite, Márcio Júnior Carvalho e Mauro Leite, contra o pedido se posicionaram Marcos Adriano dos Reis, Rodrigo Ferreira da Silva Garanhani, Manoel Estevam Velasque, Cirineu Domingues Coutinho e Jean Carlos Rocha.

Livre para governar

No dia 20 deste mês o Tribunal de Justiça do Paraná julgou o recurso interposto pelo prefeito Bí e por unanimidade devolveu o mandato. Bi estava afastado desde 15 de dezembro de 2018, por decisão da justiça, a pedido do Ministério Publico Estadual (MPE), por suposta interferência em investigação sobre abastecimento de ônibus de empresa particular.

A decisão do TJ-PR, na avaliação de analistas, teve peso preponderante na decisão dos vereadores que absolveram o prefeito da acusação de improbidade administrativa. Fabiano Bueno está em seu segundo mandato e não pode concorrer à reeleição no pleito de 2020. 

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