Pinhalão

Bens de ex-prefeito Benetti serão leiloados pela justiça

 Político tem vários processos judiciais envolvendo sua vida privada e passagem pela prefeitura entre 2009 e 2016

Claudeinei Benetti responde à enxurrada de processos judiciais na esfera federal
CRÉDITO: ANTÔNIO DE PICOLLI

Da Redação 


Equipamentos comprados para dotar o Frigorífico do Peixe estão se deteriorando ou sendo furtados

O ex-prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti enfrenta uma coleção enorme de processos judiciais envolvendo sua atividade privada como empresário do setor de compra e industrialização e café e nos oito anos em que respondeu por dois mandatos como prefeito de Pinhalão.

Desta vez Benetti responde à execução judicial movida pela Fazenda Nacional por débitos referente a não pagamento de tributos com valor atualizado até 30 de novembro de 2019 que perfaz o montante de R$ 38.594.836,10.

Os bens do devedor que irão para leilão, em pregões marcados para os dias 28 de fevereiro e 10 de março deste ano são duas propriedades rurais com avaliações muito distantes do débito da empresa Reicafé, pertencente ao ex-prefeito Benetti.  

Um Imóvel Rural com área de (8,964 alqueires) oito alqueires, novecentos sessenta e quatro milésimos, equivalente a 21,69 hectares ou ainda 216.928,80 m2, situados na Fazenda Ribeirão Grande e Herval, Bairro da Gruta, Município de Jaboti, nesta Comarca. O primeiro imóvel, com ártea de 8,9 alqueires, foi avaliado em R$ 1,1 milhão; enquanto que o segundo, de 22 alqueires, por R$ 1.764. 043, 08.

Os leilões serão realizados na modalidade interativa, ou seja, presencial e on line, no sítio www.nakakogueleiloes.com.br.

Situação complicada

Claudinei Benetti, por conta de sua passagem pela prefeitura, está com situação jurídica complicada. São várias ações judiciais, principalmente relativas à liberação de recursos federais. O caso mais dramático refere-se à construção do frigorífico do peixe, obra financiada com recursos do extinto Ministério da Pesca, período em que a pasta foi gerida pelo atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela.

O valor total do empreendimento é estimado em cerca de R$ 12 milhões dos quais já teriam sido liberados mais de R$ 7 milhões. Com a sequência de denúncias o Governo Federal interrompeu os repasses, frustrando as expectativas de milhares de produtores rurais de mais de duas dezenas de municípios que apostavam numa nova fase com a industrialização da produção de peixes criados em cativeiro.

Por conta disso, equipamentos que custaram uma fortuna estão se deteriorando, além do desaparecimento de vários itens, possivelmente furtados dos armazéns que vinham sendo mantidos sem qualquer segurança para impedir a dilapidação do patrimônio público.

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