Santo Antônio da Platina

Ataque de abelhas causa pânico em Santo Antônio

Em menos de 24 horas, o Corpo de Bombeiros recebeu mais de 20 ligações solicitando o extermínio de abelhas

Sargento Luiz Carlos Souza explica que o Corpo de Bombeiros não tem autorização para fazer a remoção destes insetos
FOTO: Antônio de Picolli

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


O ataque de abelhas registrado na segunda-feira, 7, na Vila Ribeiro, em Santo Antônio da Platina causou pânico por toda cidade. Em menos de 24 horas, o Corpo de Bombeiros recebeu mais de 20 ligações solicitando o extermínio de enxames de abelhas e marimbondos. O ataque foi desesperador e atingiu quatro pessoas, Fabiano de Lima, conhecido por Fofão, de 24 anos, foi a óbito, uma senhora entrou em choque, teve que ser entubada e transferida para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Jacarezinho, onde permanece nas mesmas condições até o fechamento desta edição. Um casal também teve que ser socorrido, sendo levado ao hospital onde foi medicado e liberado após avaliação médica. Este foi o primeiro caso de morte por picadas de abelhas, registrado pelo Corpo de Bombeiros em Santo Antônio da Platina.

O sargento Luiz Carlos Souza explica que esta não é a época de migração das abelhas e sim de reprodução, por isso aumenta o número de ataques. Porém, há duas legislações, uma interna da Polícia Ambiental (Nota 001/2017) e uma Lei Federal 9.065/2012 que não permitem que o Corpo de Bombeiros realize a captura e manejo de animais, sejam silvestres ou exóticos. O deslocamento de equipes para atendimento a este tipo de ocorrência implica em desvio de função, prejudicando o atendimento de ocorrências que envolvam a verdadeira missão da corporação.

Em outras palavras, Souza detalha que só pode ocorrer a intervenção em casos de risco à população ou a animais. Sendo assim, em caso de descumprimento, os bombeiros podem sofrer processo administrativo interno. Diante disso, Souza destaca que o extermínio das abelhas, no caso ocorrido na Vila Ribeiro, foi necessário porque apresentava alto risco à população.

A única forma de prevenir esses ataques é fazer a retirada dos insetos por meio de apicultores, que tem experiência comprovada, mas trata-se de um serviço particular e que vai gerar custo. “É a orientação que podemos passar para a população, porque não estamos autorizados a fazer tais remoções e extermínios”, finalizou.

MAIS CASOS – Na tarde de domingo, 6, por volta das 12h30, outro ataque de abelhas foi registrado em Joaquim Távora. Um grupo de aproximadamente 300 fiéis católicos foi atacado durante a Caminhada da Fé, sentido Santuário Santíssimo Nome de Jesus. Pelo menos 15 pessoas buscaram atendimento médico no Pronto Socorro de Joaquim Távora devido às picadas. Destes, três pacientes passaram mais de um dia em observação e continuam em tratamento em casa.

Na manhã de ontem várias mães que trabalham ligaram apavoradas para a redação da Tribuna do Vale com medo de deixar seus filhos em casa, alguns sob os cuidados de babás ou parentes menores. O desespero era evidente do risco de que pudesse ocorrer invasão dos insetos em suas residências. Elas se acalmaram ao serem informadas de que ataques desse tipo na zona urbana não são frequentes, podendo ocorrer picadas isoladas.

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