Policial Santo Antônio da Platina

Assassino de Rui Barbosa condenado a seis anos de prisão

Abrão Junior da Silva Vieira disse que foi agredido e agiu em consequência de insistente provocação da vítima

Abrão Junior da Silva Vieira foi condenado a seis anos e cinco meses de prisão em regime fechado
CRÉDITO: Junior Queiróz

Luiz Bannwart com Junior Queiroz


O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Platina condenou na manhã desta terça-feira (9) o serralheiro Abrão Junior da Silva Vieira, 36 anos, pela autoria do assassinato que vitimou, em janeiro de 2015, o andarilho Rui Barbosa, figura ‘folclórica’ no município. O réu, denunciado por homicídio simples, deverá cumprir pena de seis anos, cinco meses e 15 dias em regime fechado.

De acordo com a denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPPR), no dia 13 de janeiro de 2015, por volta das 23h40, em frente a uma lanchonete na Vila Claro, à margem da BR-153, o serralheiro Abrão Junior da Silva Vieira esfaqueou a vítima Rui Barbosa na região do tórax, que faleceu em decorrência dos ferimentos sofridos. O promotor de Justiça Hugo Napole Leone Cunha disse aos jurados que réu deixou o local após praticar o crime e posteriormente se apresentou à autoridade policial acompanhado por seu advogado, razão pela qual pediu a condenação do assassino pelo crime de homicídio simples.

O advogado Diego Emanuel dos Santos Aguiar defendeu a tese de homicídio simples privilegiado, alegando que o réu agiu mediante injusta provocação da vítima e, por isso, deveria ser reconhecida a causa de diminuição na dosimetria da pena.

O serralheiro contou que naquele dia foi até o referido bar na companhia de um de seus cinco filhos, e que após ter sido provocado por Rui Barbosa, os dois acabaram trocando agressões físicas e verbais. A briga foi contida pela dona do bar e Rui Barbosa retirado do local, porém, ele retornou ao local e deu início a nova confusão. Vieira então foi até seu carro e pegou uma faca, com a qual golpeou o desafeto por duas vezes provocando sua morte.

Ao Tribunal do Júri, o serralheiro – que aguardava julgamento em liberdade – se disse arrependido. Apesar da condenação em regime fechado, Abrão Junior da Silva Vieira poderá aguardar em liberdade o julgamento do recurso que será apresentado pela defesa ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

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