Educação

APP Sindicato não descarta possibilidade de greve

Categoria se recusa a voltar às salas de aula enquanto governo não apresentar estudos e medidas de segurança para comunidade escolar

Sem planejamento do governo, professores se recusam a voltar para aulas presenciais 
CRÉDITO: GLAICON CROVE

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


A APP Sindicato Núcleo Sindical de Jacarezinho, se posiciona contra a retomada das aulas presenciais durante a pandemia e não descarta a possibilidade de greve enquanto o Governo do Paraná não anunciar um planejamento de segurança para a comunidade escolar.

Apesar de o governo ainda não anunciar uma data específica, já indica intenções para retomada, mas segundo o sindicato, não há um projeto sanitário (que deveria dispor sobre a quantidade de itens necessários em cada escola), tais como: álcool em gel, termômetro digital infravermelho, sabão, EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), materiais de limpeza para desinfecção das salas de aula e entre outros. Além disso, a APP afirma que não há estudos sobre o distanciamento ideal em sala de aula que assegurem a segurança dos alunos, professores e funcionários.

O chefe da APP Sindicato de Jacarezinho, Roberto Potzik, esclarece que os professores não estão se recusando a voltar às salas de aula, mas querem voltar com segurança garantida pelo governo. “O governo montou um comitê para debater sobre a retomada presencial com diversas entidades, onde a APP participa e se posiciona contrária na retomada presencial. Porque estamos falando de vidas, não de números, e são aproximadamente 2 milhões de vidas envolvidas neste cenário. Diante disso, a APP quer mais um debate com o governo antes de serem tomadas decisões precipitadas”, explicou.

Potzik diz que entende que as aulas remotas não estão sendo 100% satisfatórias, mas avalia como um risco a retomada presencial porque o Paraná segue em linha de ascendente de contágio e em alerta vermelho pelo número de mortes. “Sabemos que o home office (trabalho em casa) não está dando certo 100%, mas presencial neste momento não é o ideal. Não estamos nos recusando a trabalhar, mas queremos trabalhar com segurança para todos. Não descartamos greve. E em breve vai haver chamamento de assembleia para discussão”, pontuou.

APP diz que termo de responsabilização não é fakenews

A APP Sindicato afirma que no dia 31/07 a Secretaria de Estado da Educação (SEED) publicou regras para o retorno das aulas presenciais, e entre as regras está o termo que pais, mães ou responsáveis deveriam assinar se responsabilizando pela contaminação por coronavírus que possa ocorrer. Isentando o Estado ou escola de se responsabilizar pelos casos de infecção.

Segundo a APP, os Núcleos Regionais e escolas receberam esse documento, e com isso, comprova-se que o documento é válido e não uma fakenews, conforme foi anunciado. “Após a repercussão negativa agora fala-se de outro protocolo e que o documento trata-se de uma fakenews. Ou seja, se o seu filho levar coronavírus para casa, a culpa seria do aluno que não respeitou o distanciamento ou as medidas sanitárias”, desaprovou Potzik.  

No site da APP Sindicato, o órgão afirma que “o Estado sabe que a retomada presencial das aulas causará aumento dos casos de contaminação e mortes e quer passar essa responsabilidade para a comunidade”, diz o site.

Em outro trecho a  APP se posiciona “não queremos novas versões desse documento, queremos respeito à vida dos(as) trabalhadores(as) da educação, dos(as) estudantes e de toda comunidade escolar. Não aceitaremos o retorno das aulas presenciais em meio a uma pandemia que mata cada mais em nosso país” finaliza a reportagem.

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