Educação

APP Sindicato é contra a volta às aulas durante pandemia

Órgão está aberto ao diálogo, e solicita estudos e diretrizes que garantam a segurança dos mais de 2 milhões de professores, funcionários e estudantes

Com as salas de aula lotadas e pouca ventilação, um dos maiores desafios é manter o distanciamento social
FOTO: SALA DE AULA CRÉDITO: Uol Educação

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


A App Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, Núcleo Sindical de Jacarezinho se posiciona contrária a voltas às aulas durante a pandemia. A entidade se declara aberta ao diálogo, desde que a segurança dos mais de 2 milhões de professores, estudantes e trabalhadores da educação seja garantida. Na última reunião realizada no dia 17, com o Comitê Estadual para discussões sobre a retomada, a APP exigiu estudos e diretrizes que comprovem que não haverá riscos para a população, visto que o Paraná segue entre os quatro estados do Brasil que ainda estão em alerta vermelho no índice da Covid-19.

O presidente do Núcleo Sindical de Jacarezinho, Roberto Potzik Junior, reiterou que sem estudos e os devidos protocolos sanitários, não há que se falar em retomada das aulas presenciais. “É preciso inicialmente garantir as medidas sanitárias, dispor de álcool gel, máscaras, barreira sanitária na entrada das escolas e desenvolver um planejamento adequado de distanciamento social. Se não tiver o básico, não tem como voltar. As crianças não entendem que precisam manter a distância uma das outras, então vai haver contato, brincadeiras e com isso, a possibilidade de aumentar os números de covid-19 é muito grande”, detalhou Potzik.

Com as salas de aula lotadas, um dos maiores desafios é manter o distanciamento social, levando em conta que o ambiente é fechado e com pouca ventilação. Além disso, alguns professores dão aula em mais de uma escola, inclusive transitam por diversas salas com alunos e isso expõe ao risco ainda maior. “As salas estão superlotadas, espaço não existe. Por isso, está em discussão fazer a divisão das turmas, para revezar as aulas presenciais. Mas a negociação continua”, disse o presidente.

Potzik aponta que o governo está sendo pressionado pelo Sindicato das Escolas Particulares. Mas nos municípios de abrangência do Núcleo, as escolas particulares representam apenas 10% do ensino na região, sendo 90% escolas da rede pública.

A secretária de finanças do sindicato, representante da APP no Comitê Estadual, Walkiria Mazeto, detalha que a Secretaria de Estado de Educação do Paraná tem apresentado que ainda não há previsão para o retorno das aulas presenciais, não há data e nem mês da previsão de retorno. “Mas nós indicamos que não há previsão de retorno neste ano. Porque as condições que dirão isso serão as sanitárias e epidemiológicas e neste momento nós ainda não as temos.

Continuaremos em debate com a Secretaria de Educação do Estado sempre reafirmando a nossa preocupação e a defesa de que o retorno das aulas presenciais só seja realizado quando tiver segurança para todos e todas. Diferente disso, nos manteremos em isolamento social e continuaremos as condições de trabalho de aulas não presenciais”, finalizou. 

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