Jacarezinho

Amunorpi e Ministério Público debatem reabertura do comércio

Reunião em Jacarezinho discutiu impactos na economia regional, mas isolamento social continua 

Prefeitos se reuniram na tarde de ontem, em Jacarezinho
CRÉDITO: Marcos Júnior

Luiz Bannwart com Marcos Júnior


Um encontro entre prefeitos Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) e o Ministério Público Estadual (MPPR), ontem, 30, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) em Jacarezinho, debateu a possibilidade de reabertura do comércio na região, após paralisação em consequência da determinação pelo isolamento social por conta do coronavírus.

Os prefeitos demonstraram muita preocupação com as consequências que a medida pode resultar em todo o País, principalmente o número elevado de desemprego que pode ocorrer em função da paralisação das atividades econômicas, mas primordialmente com a vida da população. 

A promotora de Justiça Kele Cristiani Diogo Baena reiterou aos prefeitos a nota pública divulgada na manhã desta segunda-feira (30) pelo Ministério Público do Paraná sobre a necessidade de que sejam mantidas todas as medidas necessárias para a preservação da saúde e da vida em face da pandemia de Covid-19. Entre as medidas, destacam-se a contenção e o isolamento social, amplamente recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e pela comunidade científica brasileira e internacional como as principais ações capazes de diminuir o impacto da doença, reduzindo o potencial de propagação e de mortes. 

Na nota, o MP destaca ainda a necessidade, neste momento, da uniformidade de condutas necessárias para enfrentar perigo de tal magnitude, e que acompanha, em todo o Paraná, a edição de atos administrativos, principalmente os de caráter normativo, para que estejam devidamente fundamentados, com base em prévia manifestação da autoridade pública sanitária competente (municipal e/ou estadual), expressando as evidências epidemiológicas que os justifiquem. 

Para o prefeito de Carlópolis, Hiroshi Cubo (PSDB), é preciso encontrar uma solução urgente para se cumprir as determinações dos organismos de saúde no enfrentamento da Covid-19 e a retomada da economia. “Precisamos cuidar da vida e dos empregos dos brasileiros. Segundo as autoridades, o pico da doença deve ocorrer nas próximas semanas, mas logo entraremos no inverno e a situação pode se agravar ainda mais. Corremos o risco de ficar entre cinco e seis meses com as portas fechadas”, avalia.

Os prefeitos devem se reunir novamente no próximo domingo (5) para rediscutir o assunto.  

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