Cambará Política

Amunorpi corre risco de tornar-se inviável

Prefeitos cobram mudanças de postura e prestação de serviços aos municípios filiados

Da Redação


Jose Haggi Neto (MDB) admite a possibilidade de Cambará também deixar a Amunorpi
CRÉDITO: Antônio de Picolli

A Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), entidade de natureza privada, mas mantida com recursos públicos dos municípios filiados, corre o risco de desaparecer caso seus dirigentes não promovam as mudanças que vários prefeitos ainda filiados exigem para continuar fazendo parte desta instituição, criada há 48 anos para congregar as ações políticas em defesa da região.

A associação, que tinha 26 municípios filiados, agora está com apenas 20 fazendo parte da instituição, alguns deles, há muito tempo sem recolher os valores referentes às mensalidades para sua manutenção. Este é o caso do prefeito de Cambará, Jose Salim Haggi Neto (MDB), o Neto Haggi como é mais conhecido, que admite não pagar as mensalidades há muito tempo por considerar os valores incompatíveis com o que a associação oferece aos municípios filiados.

“Não temos qualquer tipo de serviço prestado pela Amunorpi. Não tem um arquiteto, nenhum outro técnico para atender nossas prefeituras. Não se justifica os valores que estão sendo cobrados”, desabafa Neto. Para o prefeito cambaraense se a nova diretora não adotar medidas para corrigir essas distorções ele, e outros prefeitos, vão se desligar da entidade municipalista.

Neto pretendia sair da Amunorpi ainda este ano e admite que outros prefeitos estariam dispostos a seguir o mesmo caminho, mas resolveu aguardar o início do próximo ano quando assume a nova diretoria da associação. “Acho importante dar uma oportunidade aos novos dirigentes, para que sentemos à mesa para debater os novos rumos da Amunorpi, mas se continuar como está, não há justificativa para continuarmos na entidade. O prefeito cambaraense admite a possibilidade  de filiar-se à Amunop – Associação dos Municípios do Norte do Paraná, que tem sede em Cornélio Procópio.

Esvaziamento

Esta nova polêmica envolvendo a Amunorpi é mais um capítulo negativo num momento em que a microrregião disputa com Cornélio Procópio a instalação do curso de Medicina da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A governadora Cida Borghetti (PP) já assinou o decreto reconhecendo o campus de Cornélio como sede do curso, mas esta não seria a vontade do governador eleito, Ratinho Junior (PSD), que reconhece o Norte Pioneiro como local ideal para a instalação do curso.

Num momento em que todos os prefeitos da Amunorpi deveriam estar unidos nesta luta surge novas polêmicas por conta de desentendimentos entre os integrantes desta entidade municipalista.

A reportagem tentou contato com o presidente da Amunorpi, Joás Michetti (PDT), prefeito de Santana do Itararé, que termina seu mandato neste fim de ano, mas ele não atendeu a nem retornou ligação. O mesmo aconteceu com o presidente eleito, Sérgio Rodrigues (PDT), prefeito de Pinhalão.

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