Educação Paraná

Amunorpi conclui esta semana estudos sobre curso de Medicina

Prefeitos discordam de projeto elaborado pela UENP e pretendem confrontar números que definiram Cornélio Procópio como sede

Da Redação


A Amunorpi – Associação dos Municípios do Norte Pioneiro deve concluir até o fim desta semana um levantamento que está sendo realizado por um grupo técnico pelo qual pretende comprovar que houve direcionamento da direção da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), que escolheu a cidade de Cornélio Procópio para sediar o curso de Medicina.

A criação do curso e a escolha do campus da UENP de Cornélio como sede foram decididas nos últimos dias da gestão da ex-governadora do Paraná Cida Borghetti (PP), causando revolta nas lideranças da Amunorpi, que contestam o estudo apresentado, que aponta a cidade escolhida como detentora do maior número de leitos hospitalares, condição básica pra determinar da sede da Amunop – Associação dos Municípios do Norte do Paraná.

No último fim de semana o secretário chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Guto Silva, em entrevista à Tribuna do Vale durante a realização da Ficafé, em Jacarezinho, assinalou que o projeto do curso de Medicina da UENP poderia voltar à estaca zero, fazendo crer que a própria universidade teria que rever sua posição. À noite, por celular, esclareceu que se referiu ao estudo da Amunorpi que, segundo as informações que recebera, estariam apontando para um novo cenário em que Jacarezinho e Santo Antônio da Platina poderiam sediar o curso.

As argumentações da Amunorpi não se resumem à questão dos leitos hospitalares. Segundo os líderes do movimento pela instalação do curso em Jacarezinho e Santo Antônio, o estudo elaborado pela direção da UENP incluiu leitos de um hospital particular pertencente a uma cooperativa de médicos (Unimed), contrariando oque determina a regra nesses casos, ou seja, leitos mantidos com recursos públicos.

Outros pontos como a proximidade de Cornélio à cidade de Londrina, onde existem duas faculdades de Medicina: a questão social e econômica envolvendo o Norte Pioneiro, região desprovida de estrutura de saúde pública, o que faz de seus municípios exportadores de doentes, entre outros, são elencados pelos prefeitos.

O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSC), diz que irá até as últimas consequências para garantir a instalação do curso de Medicina na região da Amunorpi. “Vou até o limite, nem que seja a última coisa que tenha que fazer em vida”, desabafa o prefeito.

O empresário e presidente do PSD de Jacarezinho, Marcelo Palhares, que lidera um movimento pela valorização e maior representatividade do Norte Pioneiro, assinala que a região precisa unir-se diante desta luta pelo curso de Medicina, mas em torno de outras bandeiras de interesse da comunidade regional, mas, para isso, defendo um amplo debate que estabeleça nossas vocações econômicas e sociais.

“A passividade das últimas décadas tem custado caro ao Norte Pioneiro. Por esta razão defendo as posições do Mário Pereira. Vamos formar uma grande corrente em defesa de nossa região”, conclama.  

Deixe um Comentário