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Ainda sem previsão para entrega de inseticida contra o mosquito

DENGUE

Sem os produtos para combater o Aedes aegypti, população tem que redobrar os cuidados para evitar propagação

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale

A secretária de Saúde de Santo Antônio da Platina, Gislaine Galvão, esteve em Curitiba nesta quarta-feira, 5, para discutir junto ao governo estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue entre outras doenças. Porém, uma das informações repassadas preocupa as autoridades sanitárias dos municípios, visto que não há previsão de entrega dos inseticidas para realizar o bloqueio nos principais pontos onde há focos do mosquito.

Com esta constatação a situação no estado torna-se ainda mais preocupante, visto que o Paraná já tem 60 municípios em situação de epidemia. Conforme o último Boletim da Dengue emitido dia 1º de junho, já são mais de 12 mil casos confirmados no Paraná.

Mesmo que Santo Antônio da Platina se encontre em uma zona de conforto, com aproximadamente 20 casos confirmados, Gislaine reforça a atenção da comunidade para retirar lixos e resíduos que possam contribuir para a proliferação do mosquito. “No estado do Paraná há o registro de 20% de aumento de notificações de casos nesta semana. Essa questão é considerada preocupante. Então é necessário a população redobrar os cuidados. A princípio, em Santo Antônio estamos mantendo o controle da situação, mas diante do cenário geral é preciso a união de esforços para um resultado mais efetivo”, observou a secretária.

O Departamento de Vigilância em Saúde aponta que durante o primeiro quadrimestre de 2019 foram realizadas 32.217 visitas domiciliares por agentes de endemias. Nestas visitas de inspeções os moradores foram orientados e notificados, em casos de possíveis criadouros de mosquito Aedes aegypti. Ou seja, essa intensificação alerta a comunidade, com a finalidade de indicar qualquer local que possa acumular água.

Para evitar que Santo Antônio apresente índices altos de infestação como os municípios de Jacarezinho, Andirá, Abatiá, entre outros, a Vigilância reforça o pedido de conscientização da população para evitar novos casos da doença.

CRIADOUROS – Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja. Até mesmo em tampinhas de garrafa ou pequenos amontoados de folhas secas. São encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas.

É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos. Os pratos das plantas devem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

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