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Advogados e servidor público presos por desvio de dinheiro

Operação das Promotorias de Justiça de Ribeirão Claro e Carlópolis desmonta organização criminosa que falsificava alvarás para desviar recursos

Da Redação com Assessoria


Dois advogados de Carlópolis e um servidor público do Poder Judiciário do Paraná foram presos preventivamente, nesta terça-feira (26), a partir de investigação realizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que identificou a prática de falsificação de assinaturas em alvarás de levantamento (documento emitido pelo Juízo que autoriza o credor a sacar o valor correspondente no banco autorizado).

A reportagem apurou que estão presos os advogados Daverson Moura Seraphim e Sandro Moretti Jusselino e o funcionário do Cartório Cível da comarca de Carlópolis, Anderson Luiz de Oliveira.

De acordo com as Promotorias de Justiça de Ribeirão Claro e Carlópolis, no Norte Pioneiro do Estado, que atuaram de forma conjunta na operação, a organização criminosa conseguiu levantar em agências bancárias oficiais a quantia aproximada de R$ 2 milhões. Os três investigados foram denunciados no dia 21 de fevereiro, pelo MPPR, pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e peculato.

As falsificações foram realizadas entre 2016 e 2017 e tiveram a finalidade de desviar recursos depositados em contas bancárias sob a guarda do Tribunal de Justiça do Paraná. Para efetivar os desvios, o grupo contou, inclusive, com a participação do servidor efetivo do fórum de Carlópolis Anderson Luiz de Oliveira.

As prisões preventivas foram decretadas pela Justiça de Ribeirão Claro a partir de pedido do MPPR. Os bens patrimoniais (imóveis e veículos) dos integrantes da organização criminosa também foram sequestrados judicialmente. A inclusão da comarca de Ribeirão Claro no processo deve-se ao fato de que os recursos desviados estavam depositados em várias contas judiciais da Caixa Econômica Federal

Um dos advogados, Daverson Moura Seraphim, tinha sido preso há cerca de 40 dias, mas obteve um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná que converteu a prisão preventiva em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos acusados até o fechamento da edição.

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