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Acusados de matar Juquinha saem livres em julgamento

Apesar de condenado, Guilherme Bertolini cumprirá pena em liberdade, enquanto Leonardo Nunes Vicente foi absolvido

Auditório do Tribunal do Júri permaneceu lotado até a leitura das sentenças – Crédito Luiz Guilherme Bannwart

Por Luiz Guilherme Bannwart

Após 10 horas de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Platina decidiu pela condenação do réu Guilherme Bertolini em dois anos e seis meses (regime semiaberto)  e absolvição de outro envolvido, Leonardo Nunes Vicente. Eles foram acusados pelo Ministério Público Estadual (MPPR) de assassinar, em outubro de 2015, a vítima Guilherme Henrique Melo da Silva, conhecido por Juquinha.

De acordo com o Ministério Público, no dia 10 de outubro daquele ano, por volta das 4h22, no estabelecimento comercial denominado ‘Restaurante Royal’, localizado na BR-153, Trevo da Platina, vila São José, em Santo Antônio da Platina, os denunciados Guilherme Bertolini e Leonardo Nunes Vicente, utilizando-se de uma faca e uma arma de fogo assassinaram Guilherme Henrique Melo da Silva.

Ainda de acordo com o MP, Guilherme Bertolini desferiu dois golpes de faca no abdômen da vítima, que mesmo ferida saiu correndo pela rua, momento em que o denunciado Leonardo Nunes Vicente efetuou disparo com uma arma de fogo, atingindo-a na cabeça, impossibilitando-a de qualquer meio de defesa.

Na denúncia oferecida à Justiça, o Ministério Público afirma ainda que Alef Honorato Da Silva forneceu a arma para a prática do homicídio.

As testemunhas indicadas pela defesa apresentaram contradições em seus depoimentos, que reforçaram a tese do MP de homicídio qualificado praticado por Leonardo Nunes Vicente e homicídio tentado por Guilherme Bertolini. A promotora de Justiça Natasha Scafi de Vasconcelos esgotou todas as possibilidades de acusação pedindo a condenação dos réus aos jurados, após intenso debate com a defesa.

Os advogados Leonardo Góes de Almeida e Thiago Batista Hernandes defenderam as teses de negativa de autoria e a ausência de provas, respectivamente. Em alguns momentos os ânimos se exaltaram durante os debates, sendo necessária a intervenção do juiz Julio Cesar Michelucci Tanga.

Sentença

A sentença foi lida pouco antes das 19 horas, quando o juiz anunciou a decisão dos jurados pela absolvição de Leonardo Nunes Vicente e condenação de Guilherme Bertolini à pena de dois anos e seis meses de prisão em regime semiaberto.

A promotora Natasha Scafi de Vasconcelos informou que vai recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) pedindo novo julgamento.

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