Joaquim Távora

Acidente em unidade da Capal mata trabalhador

Juliano Munhoz fazia manutenção no telhado da cooperativa, quando sofreu uma queda de aproximadamente 10 metros

Trabalhador fazia a manutenção nas calhas do telhado da unidade da Capal em Joaquim Távora
CRÉDITO: Antônio de Picolli/Arquivo

Luiz Guilherme Bannwart


Um acidente de trabalho terminou em tragédia na tarde desta terça-feira (19), em Joaquim Távora (Norte Pioneiro paranaense). Juliano Munhoz, de apenas 20 anos, fazia a manutenção no telhado de um dos galpões da unidade, quando uma das telhas quebrou provocando a queda do trabalhador de uma altura estimada em 10 metros.

Segundo um parente da vítima que também trabalhava no local, Juliano havia terminado o serviço e se preparava para descer da cobertura. Ele teria retirado o equipamento de proteção individual (EPI) utilizado para evitar acidentes, quando ocorreu a fatalidade.

Socorristas do Hospital Lincoln Graça chegaram rapidamente ao local, mas o trabalhador já se encontrava em óbito. O corpo foi recolhido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Jacarezinho para exame de necropsia que irá apontar a causa da morte de Juliano Munhoz.

O caso será investigado pela 35ª Delegacia Regional de Polícia.

Em nota, a Capal informou que lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido com Juliano Munhoz durante obra de manutenção de telhado na sua Unidade de Joaquim Távora, executada por empreiteira da região.

Estatística

As estatísticas sobre mortes em acidentes de trabalho são assustadoras. Somente no Paraná, uma ocorrência é registrada a cada 14 minutos, sendo que nos últimos seis anos 1.286 trabalhadores não voltaram para suas casas.

Segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, o Paraná registrou entre 2012 e 2017 um total de 231.586 Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT), respondendo por 7,65% das ocorrências em todo o país e com uma média de 106 ocorrências por dia. É o quinto estado brasileiro com mais registros, atrás apenas de São Paulo (1.129.260), Minas Gerais (306.606), Rio de Janeiro (239.827) e Rio Grande do Sul (239.806).

No mesmo período, foram 105.133 afastamentos previdenciários decorrentes de acidentes e doenças do trabalho, com custo de R$ 917, 6 milhões para a Previdência Social e perda de 21.115.999 dias de trabalho.

Segundo estimativas globais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), acidentes e doenças de trabalho implicam em perda anual de cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em números de 2017, a R$ 264 bilhões.

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