Santo Antônio da Platina

“Acampamento” de andarilhos na rodoviária gera reclamações

Temor pela transmissão da Covid-19 causa apreensão em passageiros e trabalhadores do local

Espaços da rodoviária se tornaram de uso rotineiro por grupo de andarilhos
(Créditos- Antônio de Picolli)

Da Redação

A presença constante de um grupo de andarilhos no terminal rodoviário de Santo Antônio da Platina tem gerado reclamações entre passageiros e principalmente, trabalhadores do local, que temem que a aglomeração seja um fator facilitador para a transmissão da Covid-19.

Além disso, o uso do espaço público como “residência” traz relatos de consumo de drogas, poluição visual e acaba por, em determinadas situações, afastar clientes dos estabelecimentos que atuam ali.

A ocupação dos espaços da rodoviária por parte dos andarilhos começou há algumas semanas. Desde então não é raro observar o uso de banheiros e outros espaços por parte dos moradores de rua, que muitas vezes utilizam cercas e alambrados como varal e chegaram a montar uma barraca de camping no gramado.

Como já citado, existe o temor pela facilitação da transmissão da Covid-19, por já ser um lugar de grande fluxo de pessoas. Além disso, alguns comerciantes e taxistas reclamam do comportamento “por vezes hostil” de alguns dos andarilhos, que estariam afastando clientes.

Assistência

Procurada pela reportagem da Tribuna do Vale, a secretaria de Assistência Social de Santo Antônio da Platina afirmou que fez tudo que estava dentro do seu alcance para chegar a uma solução para a situação, mas que as pessoas que se instalaram na rodoviária se recusam a deixar o local.

“Já faz algum tempo que temos acompanhado a situação dessas pessoas na rodoviária e sabemos das reclamações, mas nós da Assistência Social não temos competência para obrigar ninguém a sair de determinado lugar. Oferecemos passagens de ônibus, contato com familiares, mas eles se recusam a sair. Depois disso o que podemos fazer é dar orientações sobre a Covid-19, além de dar máscaras e álcool em gel para que eles se protejam e protejam quem está próximo da transmissão. Também incluímos alguns deles, aqueles que se enquadravam nas exigências, no programa Cartão Comida Boa, temos psicólogos acompanhando e fizemos doações de roupas e cobertores”, pontua Luciana Frufrek, servidora da secretaria de Assistência Social.

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