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Abastecimento de água vira drama em assentamento de Jundiaí do Sul

Sistema precário e péssima qualidade da água causam desespero às famílias residentes no local

Para lavar roupa e outras necessidades das moradias, as famílias captam água de uma represa cuja água é barrenta e fétida
CRÉDITO: Divulgação

Da Redação


Famílias que moram no assentamento Matida, em Jundiaí do Sul, convivem com a precariedade do abastecimento de água há muitos anos. O sistema de captação e abastecimento coloca em risco a saúde dos moradores, pois, segundo eles, exames realizados comprovaram a existência de coliformes fecais provenientes da contaminação por fezes humanas e de animais.

Segundo Maria Fátima, um das moradoras do assentamento Matida, o problema de abastecimento de água é antigo, pois a captação é deficitária e não atende as necessidades dos moradores. São 83 famílias, mas as mais prejudicadas são as que ocupam lotes na parte superior da antiga fazenda Matida, que foi desapropriada pelo INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, que assentou as famílias no local.

Outro morador, que pediu anonimato para não incentivar desavenças entre as famílias, explica que alguns dos ocupantes do assentamento se aproveitam do fato de serem gestores do sistema de abastecimento de água e, ao longo de anos, se beneficiam, enchendo seus reservatórios e de parentes, deixam outras famílias sem água.

Para cozinhar e tomar banho, alguns moradores buscam água tratada na cidade. Para lavar roupa e outras necessidades das moradias, as famílias captam água de uma represa existente no assentamento, cuja água é barrenta e fétida. “Não temos saída a não ser usar esta água, mesmo com a sujeira e mau cheiro”, reclama uma moradora.

Os moradores pedem socorro e admitem que não aguentam mais a situação. Recentemente, depois de 30 anos de espera, as famílias receberam título definitivo de posse de seus lotes, mas a questão da precariedade do abastecimento está conseguindo alcançar mais longevidade. “É uma tortura esta situação e não vejo solução a curto prazo”, lamenta desalentada outra moradora.

Solução

O prefeito Eclair Rauen (DEM), reconhece o drama das famílias e diz que tem buscado solução ao problema. Ele conta que houve tentativa de normalizar o abastecimento de água com a perfuração de poços artesianos, mas que a iniciativa não vingou por conta do tipo de solo, que inviabilizou a captação e, pela qualidade da água (salobra) dos poços perfurados.

Rauen assinala que o problema já poderia ter sido resolvido não fosse a resistência dos moradores em adotar o sistema de abastecimento da Sanepar, por conta da cobrança de tarifas. Em razão da impossibilidade de outra solução, ele diz que os moradores já estão aceitando a ideia de serem abastecidos pela estatal.

“Estive em Curitiba, na sede da empresa, e fui prontamente atendido. Vão realizar um estudo da melhor forma de resolvermos este problema”, assinalou o prefeito, que espera uma solução rápido possível.    

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