Saúde

A procura por exames para detectar DSTs pode aumentar até 20% nas semanas após o Carnaval

De: Mayra Barreto Cinel


Os dados são de laboratórios de medicina diagnóstica e segundo o Ministério da Saúde só o Brasil já contabiliza mais de 800 mil pessoas com o HIV e ainda – aproximadamente 112 mil brasileiros têm o vírus, mas não o sabem. E não para por aí – a médica ginecologista e obstetra Dra Ana Carolina Lúcio Pereira, de São José dos Campos-SP, alerta para tantas outras doenças que aparecem ainda mais durante a folia.
“Nos últimos anos é possível observar que a população mais jovem está reduzindo o uso do preservativo e entre os jovens de 15 a 24 anos, apenas 56,6% usam camisinha com parceiros eventuais”, alerta a médica que ainda afirma “a camisinha ainda é a única forma de prevenção dessas doenças”.

Outras patologias, consideradas até mais comuns, também entram nesse ‘samba’. Dra Ana comenta cada uma delas.

Sífilis

O que é: Transmitida pela bactéria Treponema pallidum, a infecção apresenta diferentes estágios, do primário ao terciário, e tem maior potencial de infecção nas duas primeiras fases, que costumam ocorrer até 40 dias após o contágio. É transmitida por relações sexuais ou pode ser passada da gestante para o bebê.

Sintomas: Feridas na região genital (na fase primária) e manchas no corpo que sugerem uma alergia (na fase secundária). O tratamento da doença é gratuito na rede pública, feito com penicilina.

Perigo maior: os sintomas podem se curar sozinhos e passar despercebidos.

HPV

O que é: O Papilomavírus Humano existe com mais de 200 variações.

Sintomas: se manifesta por meio de formações verrugosas – que podem aparecer no pênis, vulva, vagina, ânus, colo do útero, boca ou garganta.
O sexo é a principal forma de transmissão do HPV, seja pelo coito ou pelo sexo oral.

Perigo maior: alguns tipos do vírus podem causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus, mas também na boca e na garganta.

Gonorreia
O que é: A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que infecta sobretudo a uretra.
Sintomas: O sintoma mais comum é a presença de corrimento na região genital, mas a infecção pode causar dor ou ardor ao urinar, dor ou sangramento na relação sexual e, nos homens, dor nos testículos.

Perigo maior: A maioria das mulheres infectadas não apresenta sintomas e podem demorar para chegarem ao diagnóstico.

O tratamento é feito com antibiótico e deve ser estendido ao parceiro, mesmo que este não tenha sintomas.
Quando não tratada, a infecção pode atingir vários órgãos, como o testículo, nos homens, e o útero e as trompas, nas mulheres, e pode causar infertilidade e complicações graves.

Herpes genitalO que é: Transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada.
Sintomas: O vírus do herpes causa pequenas bolhas e lesões dolorosas na região genital masculina e feminina e as feridas podem acompanhar ardor, coceira, dor ao urinar e mesmo febre, e os sintomas podem reaparecer ou se prolongar quando a imunidade está baixa.

Perigo maior O herpes não tem cura. A partir da primeira infecção, a pessoa terá vários episódios ao longo da vida. A única forma de prevenção é o preservativo.
A doença pode ter consequências graves durante a gravidez, podendo provocar aborto e trazer sérios riscos para o bebê.

FONTE: Dra Ana Carolina Lúcio Pereira
Graduada em Medicina e residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Título de especialista em Medicina do Tráfego pela Santa Casa de São Paulo com título pela FEBRASGO e ABRAMET.
www.clinicafadasaude.com.br

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