Economia

Gasolina ficou 27% mais cara em 2021, três vezes mais que a inflação

PorGabriela Stahler

Apesar do preço da gasolina ter ultrapassado os R$ 7 recentemente, o valor vem subindo desde janeiro. De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o combustível aumentou 27% só em 2021. A média do valor nacional está em R$ 6,11, segundo o balanço de agosto.

O Rio de Janeiro é o estado onde a gasolina está mais cara, no valor médio. Na bomba, o motorista paga uma média de R$ 6,52 no estado inteiro. Na contramão, Amapá é a unidade da federação que tem o menor preço da gasolina: R$ 5,51.

A última semana foi a quarta consecutiva a apresentar valorização da gasolina. Estudos demonstram que os preços podem aumentar ainda mais nos primeiros dias de setembro. 

Por sua vez, o etanol também registrou alta, a maior de todos os combustíveis. O acréscimo foi de 1,45% do preço anterior, fazendo o etanol na bomba custar uma média de R$ 4,56. Da mesma forma que a gasolina, o biocombustível completou a quarta semana seguida de alta.

Todos acima de R$ 6

Como exposto anteriormente, a gasolina é o combustível mais caro dentre todos (diesel, etanol e gasolina). Segundo a ANP, o valor máximo registrado no Brasil foi de R$ 7,219 o litro, no Rio Grande do Sul. O etanol chegou a custar R$ 6,999 no valor máximo direto na bomba dos postos.

Na comparação, o óleo diesel teve a máxima em R$ 6,18. Na semana anterior, o maior preço encontrado foi de R$ 6,35. A ANP deve continuar emitindo relatórios a fim de acompanhar o andamento dos preços.

A desvalorização cambial do real, somada à oscilação dos preços do petróleo são os principais fatores de encarecimento. Alguns especialistas apontam para período de estagnação no valor da gasolina, enquanto outros apostam no aumento contínuo. 

Porém, apesar de todas as variáveis, o principal motivo da alta dos combustíveis é o dólar. Apesar do Brasil ter capacidade de produção de petróleo, a gasolina vendida aqui é comprada de fora.

Com isso, o País exporta a matéria prima e compra o produto refinado. Porém essa compra é feita em dólar. Quanto mais o dólar subir, mais o petróleo encarece. Consequentemente, os combustíveis fósseis ficarão caros.

Vale destacar que a oscilação cambial, atrelada à oscilação do petróleo, pode fazer os preços dispararem novamente.

Em outras palavras, boa parte do motivo que faz os combustíveis encarecerem se deve às políticas governamentais. Segurar o preço, pautado no dólar, por meio de impostos é quase impossível. 

Especialistas dizem que a saída é uma reformulação na maneira como o valor é calculado. Fora isso, é preciso investimento em produto nacional refinado.

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