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FANTASMAS – TRE confirma impugnação dechapa de vereadores de Quatiguá

Condenação muda composição da câmara; vereadores Luís Fernando Dolenz e Júlio Cezar Zanlorenzi devem perder mandatos

Os vereadores Luís Fernando Dolenz, o Fernando da Farmácia, e Júlio Cezar Zanlorenzi, devem perder seus mandatos

Da Redação

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a impugnação da chapa de candidatos a vereadores do DEM em Quatiguá, que conseguiu duas cadeiras no Poder Legislativo nas eleições do ano passado. A decisão, contudo, cassa os vereadores eleitos pela sigla.

Desta forma, caso não haja nova decisão ou liminar que diga o contrário, devem perder os mandatos como vereadores Luís Fernando Dolenz, o Fernando da Farmácia, e Júlio Cezar Zanlorenzi, que já haviam sido condenados pela Justiça Eleitoral De Joaquim Távora, em sentença proferida no fim de junho.

Com a cassação de toda a chapa do DEM, devem assumir Syllas Rodrigues da Silva, o Silas da Gaiola (MDB) e Eduardo Molina, o Pastor Eduardo (Pros), ambos aliados da atual prefeita Adelita Parmezan (PTB) que, neste caso, passa a ter 100% de sua base controlando o Legislativo.

A câmara de Quatiguá ainda não confirmou a mudança na composição. Em seu site os dois vereadores eleitos que tiveram a candidatura impugnada seguem figurando como integrantes do Poder Legislativo.

Candidatura Fantasma
O motivo da impugnação de toda chapa do DEM foi uma candidatura considerada “fantasma”. Trata-se da candidata Fátima Mendes Monberg, a Fatinha da Farmácia, que não obteve voto no pleito de 2020.

Além da inexistência de votos, outros fatores tiveram peso na decisão da justiça, como o fato de Fatinha ser funcionária na farmácia de Luís Fernando Dolenz, dela não ter propaganda eleitoral ou divulgar sua campanha pelas suas próprias redes sociais e, ainda mais grave, não saber o próprio número da campanha quando ouvida no inquérito.

Desta forma a corte do TRE optou por manter a impugnação de toda a chapa do DEM, cassando, assim, os dois vereadores que conseguiram se eleger e mudando o resultado das eleições.

É importante lembrar que a participação feminina mínima nas chapas proporcionais é obrigatória por lei, o que não raramente causa as chamadas candidaturas fantasmas, ou seja, de mulheres que aparecem como candidatas no registro eleitoral, mas sem efetivamente ter intenção de vencer ou ao menos disputar as eleições – o que configura fraude eleitoral.

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