Queimadas em Santo Antônio da Platina revolta moradores

Jardim Baggio tem sido o mais afetado no momento; População teme que chamas afetem as residências

Da Redação 


O grande número de queimadas em terrenos baldios cresceu exponencialmente nos últimos dias, em Santo Antônio da Platina. A fumaça das queimadas, além de ser extremamente prejudicial à saúde diante do período de baixa umidade relativa do ar, também põe em risco os moradores do bairro, pois temem que as residências sejam atingidas pelas chamas.

No jardim Baggio por exemplo, se tornou uma prática comum nos últimos dias. Os moradores não aguentam mais. E reclamam que a prefeitura não toma nenhuma medida sobre a situação caótica no bairro. 

“Moro próximo a vários terrenos. Ano passado já foi a mesma situação, a minha casa ficou em meio as chamas e nós sem saber o que fazer. Já procuramos a fiscalização ambiental da prefeitura, já procuramos o Corpo de Bombeiros e ninguém se responsabiliza, ninguém toma providência”, reclama a moradora Gisele Fernandes.

A revolta é geral no bairro, os moradores imploram por uma solução. “É uma vergonha essa fiscalização ambiental da prefeitura. Ninguém resolve nada. Continuamos aqui inalando fumaça dia e noite, nos preocupando em qual será vai ser o próximo terreno que vão atear fogo. Fiquei ontem o dia todo esperando chegar um fiscal e ninguém apareceu. E quem ateia fogo também não tem vergonha na cara e nem respeito pelos moradores”, disse outra denunciante Simone Bendaçoli. 

Segundo outro morador, a população está fazendo uma verdadeira força tarefa para solucionar o problema. Já foi acionado o chefe de gabinete, Benedito Vieira de Miranda Neto, o “Ditinho” sobre o assunto, e também o departamento de fiscalização. “É hora de nos unirmos, porque a hora de vir carnê de IPTU, e outras cobranças estão na nossa porta. Por isso queremos respostas, é um direito nosso, é nossa saúde. Será que o fogo precisará consumir uma casa ou afetar alguma pessoa para providências? Não aguentamos mais terrenos sujos, sem mato alto ninguém ateia fogo. É um problema de anos”, desabafou a moradora Sueli da Rosa. 

A equipe de reportagem da Tribuna do Vale entrou em contato com o chefe da Fiscalização Janderson Antônio Figueredo, que explicou sobre a importância da denúncia formalizada na ouvidoria da Prefeitura. Segundo ele, das 29 solicitações em aberto, somente duas eram do Jardim Baggio. “Precisamos que a população formalize as demandas por meio do nosso canal 156. Lá haverá um protocolo e temos que cumprir prazos para solucionar os problemas de limpeza nos terrenos. Sobre as queimadas, o Departamento de Fiscalização vai sugerir à administração a mudar o entendimento no Código de Postura do Município. Porque queimadas são proibidas dentro do perímetro urbana, por isso, vamos tentar encontrar uma forma de punir essa prática”, esclarece. 

Desta forma, o Departamento de Fiscalização orienta aos moradores que precisam de limpeza nos terrenos baldios formalizem o pedido através do telefone 156. “Já temos 230 notificações executadas e estamos com mais um fiscal para conseguir atender as solicitações. A cidade tem 5.200 lotes vazios, precisamos da ajuda da população denunciando os pontos críticos na ouvidoria da prefeitura”, finaliza.