Delegado apura caso de pastor que destruiu imagem de Nossa Senhora

Da Redação

A equipe da 38ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Santo Antônio da Platina/PR, liderada pelo delegado titular, Rafael Guimarães, abriu procedimento de investigação para apurar o caso do pastor Miguel Moreira, da igreja evangélica denominada Visão em Cristo, que no último dia 2, destruiu e ateou fogo em imagem de Nossa Senhora Aparecida e também em imagem de Buda.

Outro investigado é o presbítero identificado como Alex, que filmou a ação e cedeu as imagens ao portal NP Diário, responsável pela divulgação inicial da notícia. Segundo o delegado, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, o caso é objeto de termo circunstanciado para apuração, em tese, do crime previsto no artigo 208 do Código Penal (crime contra o sentimento religioso).

Os envolvidos serão ouvidos na unidade policial nos próximos dias e terão também a oportunidade de apresentar suas versões sobre o fato.

Miguel Moreira concedeu na manhã desta quarta-feira (07), entrevista ao repórter Juninho Queiroz, da Difusora FM, de Santo Antônio da Platina, manifestando arrependimento do ato e pedindo desculpas aos fiéis católicos que se revoltaram contra o ato de destruição da imagem da Nossa Senhora Aparecida, símbolo da Igreja Católica Brasileira.

O Delegado de Polícia reforça que “vivemos em um Estado laico, onde a liberdade religiosa é um direito fundamental de todos e que deve ser preservado e garantido”.

Complementado ele assinala que, “isso significa que nenhuma religião deve ser privilegiada e muito menos ser permitido que uma religião seja depreciada. Isso significa que cada um deve acreditar na sua fé, mas sempre respeitando o credo/doutrina religiosa do outro e espera-se que na cidade seja mantida a convivência harmoniosa entre todas religiões professadas”.

Outros veículos de comunicação replicaram a notícia, que ganhou repercussão estadual. A atitude do pastor mereceu censura até mesmo de membros de denominações religiosas que mantém semelhanças dogmáticas coma igreja do investigado