“Triste Manhã”

Triste manhã de terça-feira.

Vicente Estanislau Ribeiro


A morte é a única coisa certa e democrática nessa vida terrena, pois ela não escolhe classe social e nem privilegiados a ponto de escapar dela ou enganá-la.
Mas, o que nos encafifa e entristece muitas vezes é o jeito como se dá a morte.
Hoje, 6 de abril, um exemplo típico de uma notícia dolorosa, aniversário da minha cunhada Vilma; logo de manhã, ao raiar do sol, a lamentável perda, seu esposo Luiz, faleceu de Covid no Hospital de Arapongas, onde atualmente morava.
Que presente no dia de seu aniversário!
Uma data a ser comemorada como de costume, com festa e regozijo, mas, ao contrário, com luto e desalento.
A morte de seu amado companheiro, amigo e do exemplar marido e pai de família.
Ele foi mais um a sucumbir pela doença do século que atinge as pessoas por atacado, não poupando ninguém nos quatro cantos do mundo, dizimando conhecidos, amigos, parentes e entes queridos.
E, o pior de tudo, nessa traiçoeira doença, quando a pessoa a caminho do hospital para ser internada, ainda “alguém” com sorte na família consegue apertar a mão, olhar nos olhos e balbuciar algumas palavras de conforto ao ente querido e, depois nem isso; nada mais pode ser feito, não há despedida e nem um último adeus.
São dois duros golpes, a morte em si, e a ausência de uma despedida digna, entre familiares, amigos, conhecidos e simpatizantes como manda a tradição cristã.
Luiz é filho do casal Darci e Isaura, seu pai trabalhou aqui em Jacarezinho na Estação Ferroviária; seus irmãos: Leila, Deogenes, Vera e Liliane.
No início da carreira, trabalhou com Luiz Hartmann no enrolamento de motores elétricos e depois no Bazar do Simão por longo tempo.
Quem não comprou à época pelo menos um guarda-chuva, uma meia ou camisa Polo de suas mãos?
Quando seus filhos estudaram no Colégio Rui Barbosa, chegou a presidir a APM (Associação de Pais e Mestres) do referido Colégio.
Era uma pessoa religiosa, muito caseira, dedicada à família e de uma bondade extrema.
Luiz Alberto Lopes, faleceu no dia de hoje, aos 72 anos; deixa a viúva Vilma Schuminski Lopes, os filhos: Andréia, Sérgio e Wagner; os netos: Diego, Felipe e Henrique.
Luiz! Cunhado que tanto estimava, deixo aqui uma singela mensagem pela sua perda: “Muitos morrem muito tarde, outros muito cedo… Quem satisfaz sua missão morre vitorioso” (Nietzche).
E, assim foi você, Luiz! Cumpriu sua missão e foi um vitorioso!
Descanse na Paz do Senhor!

  • Vicentinho é Licenciado em História e Bel. em Direito.