Veterinária alerta sobre os riscos do chocolate para cachorro

Intoxicação por chocolate está entre os tipos de envenenamentos mais comuns neste período do ano

Da Redação

Chocolate é um dos alimentos que fazem parte da alimentação dos seres humanos que são tóxicos para cachorro
CRÉDITO: Petessence

O feriado da Páscoa está chegando, e quem é que não adora comer um chocolate? E quem é que resiste aquelas carinhas do cão pedindo por um pedacinho? Mas atenção, mesmo uma pequena quantidade de chocolate, pode prejudicar a saúde do seu animal.

A médica veterinária, Talita Melo alerta que vários alimentos que fazem parte da alimentação dos seres humanos são tóxicos para cachorros, dentre eles o chocolate. E neste período do ano, é o tipo mais comum de envenenamento na rotina das clínicas de pequenos animais. Segundo ela, este alimento é produzido a partir das sementes do cacau, que possuem duas substâncias como teobromina e cafeína, consideradas estimulantes das funções orgânicas, que podem inclusive levar o animal à óbito.

O alerta busca orientar os proprietários sobre os efeitos nocivos da administração de chocolate aos animais. O mecanismo de toxicidade das metilxantinas causam diversas alterações no organismo resultando em estimulação do Sistema Nervoso Central, causado alterações musculares, cardíacas, hepática e com capacidade de atravessar as barreiras hematoencefálica e placentária. Além disso, a alta quantidade de gordura presente no chocolate pode provocar pancreatite em animais suscetíveis”, explica.

Os sintomas de intoxicação depois da ingestão do chocolate podem variar, mas entre os mais comuns estão: hiperatividade e excitação, tremores musculares, respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca ou arritmia, convulsão, febre, vômito, diarreia, vocalização intensa, movimentos incoordenados, hemorragia intestinal, coma e até óbito. Os sinais podem ser notados num intervalo de 6 a 12 horas após a ingestão.

Caso o animal faça a ingestão do doce, a recomendação é procurar por um profissional médico veterinário o mais rápido possível. É importante saber a quantidade de chocolate ingerido para facilitar o tratamento em clínica. Como não existe um antídoto, o profissional buscará a estabilização do paciente para reduzir riscos e complicações. “É importante não deixar chocolate onde os animais têm acesso e também orientar para que as crianças não forneçam o doce para evitar acidentes”, recomenda a médica veterinária.