Elevação da taxa Selic reposiciona preço dos imóveis para cima

Redação Capitalist

Casa à venda em Silver Spring, Maryland, 30 de dezembro de 2015. REUTERS/Gary Cameron

A Selic, ou seja, a taxa básica de juros, ocorrida esta semana, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) subiu de 2% para 2,75% ao ano, e isso tende a aumentar  também o preço dos imóveis, visto que o financiamento é atrelado aos juros da economia.

Em tese, significa dizer que os bancos poderão, de maneira geral, reajustar o custo do crédito em 0,75 pontos percentuais, que foi a elevação que o Copom implementou para a Selic.

Porém, na prática, a instituição financeira poderá incrementar um pouco a mais sua taxa interna para, assim, cobrir o custo da inadimplência. É a velha máxima: o bom pagador paga pelo mau pagador.

Antes da elevação da Selic, promovida na última quarta (17), a taxa de juros estava no menor patamar da história e os financiamentos de imóveis estavam mais baratos.Elevação da taxa Selic reposiciona preço dos imóveis para cima

Imóveis

Atualmente, para alguém com 30 anos conseguir comprar um imóvel de 400 mil reais na Caixa, precisa de uma renda familiar de cerca de 9 mil reais. Em 2017, essa mesma família apenas conseguia adquirir um imóvel de pouco mais de 300 mil com esse valor.

O patamar anterior deu incentivo ao setor imobiliário para se aquecer, mesmo em plena pandemia. Mas, para quem está pensando em comprar casa ou apartamento em 2021, fica a dúvida: os preços devem subir? Neste ambiente de incerteza, diante de uma segunda onda da covid-19, é o momento de se comprometer com prestações? Essas questões devem ser ponderadas na hora da compra.

As perspectivas de alta do preços dos imóveis reforçam a visão sobre o momento propício para a compra. Nos últimos meses, o segmento de construção apresenta forte pressão de preços dos insumos.

Selic

Alguns materiais de construção chegaram a registrar 60% de aumento no valor. Esse aumento de custos vem se refletindo nos preços dos imóveis, que começaram a aumentar a partir de outubro. No acumulado de 2020, o Índice FipeZap acumula alta nominal de 3,21%, acima dos 2,85% esperados para a inflação.

Além disso, em grandes cidades, como São Paulo, os preços dos terrenos continuam a subir. Portanto, Lima espera que os imóveis fiquem mais caros no ano que vem.

Em 2020, o mercado imobiliário deixou definitivamente para trás a fase negativa registrada nos últimos anos, na qual os preços e os lançamentos registraram queda e as vendas eram mais difíceis. Agora há um movimento natural de recuperação, já que o mercado imobiliário é cíclico.

Entretanto, a nova Selic é um fato novo e junto com a pandemia ninguém sabe ao certo para onde o mercado vai caminhar.