Diagnóstico precoce ajuda na cura do câncer de pele, orienta médico da Unifesp

O oncologista Ramon Andrade de Mello alerta os pacientes para atenção aos sinais do tumor

Da Assessoria


O diagnóstico precoce é fator fundamental para a cura do câncer de pele não melanoma. “Quanto mais cedo diagnosticado o tumor, melhores os resultados do tratamento. O aparecimento de sintomas como manchas de pele que coçam, ardem, descamam ou sangram devem ser averiguadas por um especialista. Feridas de difícil cicatrização que não regeneram em até quatro semanas também são motivos para uma consulta”, orienta o oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

Recentemente, a apresentadora e atriz Marília Gabriela passou por uma cirurgia para a retirada de um carcinoma bosocelular, um dos mais comuns. Segundo o professor da Unifesp, esse tipo de tumor é o mais frequente na população brasileira e representa 30% dos diagnósticos: “A prevenção deve começar na infância, com o uso frequente do protetor solar. Em um país tropical como o nosso, ele é indispensável no dia a dia”.

Pesquisa da Sociedade Americana de Câncer revela que o principal fator para o câncer de pele é a exposição prolongada ao sol principalmente na infância e adolescência. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção no cotidiano.

Ramon de Mello explica que a cirurgia geralmente é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. “Algumas vezes, há a possibilidade de complementar com a radioterapia. Para alguns casos, pode-se indicar ainda outros procedimentos como a imunoterapia tópica. O mais importante é ficar atento aos sinais e procurar um especialista”.

Sobre Ramon Andrade de Mello

Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 

O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, SP, e do Centro de Diagnóstico da Unimed (CDU), em Bauru (SP).

Confirma mais informações sobre o tema no site https://ramondemello.com.br/