Comerciantes se “revoltam” com restrições da prefeitura

Novo decreto do governo do Paraná dá autonomia para municípios menores, mas Prefeitura de Carlópolis não se posiciona

Da Redação

Comerciantes já ficaram fechados por 15 dias, agora pedem uma trégua ao município para recuperar as perdas
CRÉDITO: Divulgação

Um grupo de aproximadamente 60 comerciantes de Carlópolis procurou a equipe de reportagem da Tribuna do Vale nesta quarta-feira, 10, para denunciar a falta de apoio da prefeitura com a categoria, após o novo decreto 7.020/2021 do governo entrar em vigor. Após ficarem com as portas fechadas por 15 dias, os comerciantes de estabelecimentos não-essenciais foram informados, no início da manhã, que só poderiam fazer atendimento ao público em horário específico e não está permitido abertura dos estabelecimentos no final de semana.

Porém, o novo decreto do governo do Estado que passou a vigorar nesta quarta, não impõe as medidas de restrição aos municípios com menos de 50 mil habitantes, que é o caso de Carlópolis, o governo permite que sigam uma regulamentação municipal.

Porém, apesar de o governo dar essa autonomia aos municípios, a prefeitura de Carlópolis ainda não se manifestou e nem saiu em defesa aos comerciantes, que já sofrem com o fechamento das portas ao longo de duas semanas.

O comerciante Humberto Sergio de Matos é um dos prejudicados, e relata que só querem trabalhar para conseguir manter seus negócios. “Parece que estamos sofrendo perseguição. Os fiscais da prefeitura nos fizeram visitas impositivas, com ameaça de multa e até mesmo acompanhamento da Polícia Militar. Já ficamos por 15 dias com as lojas fechadas e sabemos que o governo flexibiliza para municípios menores. Só pedirmos para abrir em horário normal. Estão querendo impor lei de cidade grande, somos pequenos comerciantes e precisamos de ajuda”, desabafa.

O outro empreendedor Nivaldo Moreno destaca que já realizaram manifestação, mas não obtiveram sucesso. “Foi feita uma reunião na prefeitura para definir como ficaria o funcionamento do comércio a partir de quarta-feira, mas os comerciantes não foram chamados para participar. Eles decidiram sem nos consultar, sem saber nossas necessidades. Como que pagamos nossas contas dessa forma? Somos em 58 pessoas que aprovam a abertura normal do comércio, só queremos trabalhar, isso não é uma briga política”, comenta.

A equipe de reportagem da Tribuna do Vale ciente de que o prefeito Hiroshi Kubo se encontra hospitalizado por um acidente automobilístico, procurou pela secretária do prefeito para se pronunciar sobre o assunto, mas ela não atendeu às ligações e nem retornou as mensagens. A equipe também entrou em contato com o procurador geral do Município, José Alfredo, mas de forma ríspida, ele informou que estava em reunião e não poderia conversar naquele momento.