Emenda deve tirar policiais da PEC que prevê congelamento do salários de servidores

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atrasar ainda mais a liberação da nova rodada do auxílio emergencial.

Capitalist


Deputados da base aliada do presidente Jair Bolsonaro pretendem relaxar efeitos fiscais da PEC Emergencial, que foi aprovada no Senado na última semana. A proposta visa evitar que as forças de segurança, como policiais por exemplo, fiquem impedidas de receber reajuste salarial.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atrasar ainda mais a liberação da nova rodada do auxílio emergencial. Isso porque a PEC Emergencial prevê, entre outras medidas, o congelamento de salários para viabilizar o pagamento de novas parcelas do benefício.

A votação da proposta na Câmara está prevista para a próxima quarta-feira, 10. Contudo, para que a medida seja publicada imediatamente, o texto deve ser aprovado sem emendas, ou terá que retornar para uma nova apreciação no Senado.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), declarou a aliados que pode aceitar a mudança, desde que esta não hajam grandes alterações no texto original. Segundo ele, caso isso ocorra, a proposta não será discutida em plenário.

Após a aprovação da PEC Emergencial no Senado, diversos grupos representantes dos policiais se manifestaram, alegando que houve descaso do governo com os profissionais da segurança. “Essa conta recair sobre os policiais, além de injusto, representa um grande risco para a própria prestação dos serviços de segurança pública, que podem ser afetados diretamente, com a não realização de concursos e contratações”, diz a emenda.