Acordo promove a divulgação do Disque 100 e do Ligue 180 em agências da Caixa

A parceria entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a Caixa foi firmada nesta segunda-feira (8)

Da Assessoria

Capilaridade das lotéricas e agências da Caixa ajudarão na divulgação de informações sobre Direitos Humanos em todo o país (Foto: Willian Meira/MMFDH)

As agências e lotéricas da Caixa vão passar a divulgar o Disque 100 e o Ligue 180, canais de denúncias para enfretamento a violações de direitos humanos do Governo Federal. A ação é resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o banco de todos os brasileiros assinado nesta segunda-feira (8).

A parceria tem o objetivo de divulgar os serviços aproveitando a capilaridade das unidades da Caixa, espalhadas por todo o país. Os canais estão nos números da centrais telefônicas de atendimento, no site da Ouvidoria, no aplicativo para smartphones Direitos Humanos Brasil (DH Brasil), no Telegram (Direitoshumanosbrasilbot) e no WhatsApp (61-99656-5008).

“O nosso Ligue 180 é um instrumento poderoso, mas todas as mulheres todas precisam conhecer. A Caixa vai nos ajudar a fazer isso”, disse a ministra. “São 13 mil lotéricas e 4,2 mil agências. É, de muito longe, a maior rede do país”, complementou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Para o titular da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), Fernando Ferreira, responsável pelos serviços do Disque 100 e o Ligue 180, o acordo ganha relevância em razão da credibilidade da Caixa, principalmente, no atendimento aos mais vulneráveis.

“Essa é mais uma medida para enfrentamento às violações de direitos humanos de todo tipo no Brasil. Estamos implementando diversas ferramentas para transformar essa Ouvidoria em uma ouvidoria de Estado. Nós contamos com a Caixa, com toda a capilaridade do banco para levar até o cidadão os nossos canais”, afirmou.

Presente na cerimônia de assinatura de evento, a secretária nacional de políticas para as mulheres, Cristiane Britto, enfatizou a importância de um acordo de cooperação desse nível que faça a rede de atendimento à mulher seja alcançada lá na ponta. “Que toda mulher conheça a rede de proteção, possa se identificar dentro do ciclo de violência e saiba quem procurar. Isso vai ao encontro do nosso Plano de Enfrentamento ao Feminicídio, que tem o foco principal na sensibilização da sociedade para o tema”, afirmou.

O acordo tem foco no alto número de pessoas que passam pelas agências e unidades do banco. Em razão disso, há potencial de impacto na realização de ações voltadas para direitos humanos e do enfretamento da violência, como por meio de campanhas de conscientização e de divulgação dos direitos dos cidadãos, dentre os quais aqueles que pertencem aos grupos de vulneráveis.

Poderão ser evidenciadas, por exemplo, situações de violência patrimonial contra idosos ou mulheres, tráfico de pessoas, violência contra à mulher, idosos, crianças e adolescentes. Além de situações em que pessoas queiram denunciar, mas não fazem, em virtude dos seguintes fatores: não têm conhecimento dos locais em que pode denunciar; não têm meios para realizar a denúncia presencialmente; não têm conhecimento dos canais de atendimento ofertados pela ONDH.