Santo Antônio da Platina tem novo caso de dengue

Caso foi o único em toda a região na última semana; acumulativo do ano tem 16 registros da doença

Da Redação


Santo Antônio da Platina foi o local do único caso de dengue registrado durante a última semana em toda a região, de acordo com o boletim epidemiológico do governo do Estado divulgado na terça-feira (02).

Este foi o segundo caso da doença em Santo Antônio da Platina no atual ano epidemiológico – que felizmente traz números menos expressivos no comparativo a esta época em anos anteriores.

Em toda a região foram registrados até o momento 16 casos de dengue em nove municípios entre os 22 da área de atuação da 19ª Regional de Saúde, com sede em Jacarezinho. Os dias de chuva, porém, e a consequente maior facilidade de procriação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, deixam as autoridades sanitárias em alerta.

Os casos até o momento registrados são em Barra do Jacaré (1), Figueira (1), Jacarezinho (4), Jundiaí do Sul (1), Pinhalão (1), Ribeirão Claro (1), Salto do Itararé (4), Santo Antônio da Platina (2) e São José da Boa Vista (1).

Vale lembrar que no ano epidemiológico compreendido entre agosto de 2019 a julho de 2020 foram registrados o total de 5.122 casos de dengue entre os 22 municípios da área de atuação da 19ª Regional de Saúde. Tanto o Estado quanto a região tiveram números recordes da doença.

GERAL

O boletim semanal da dengue divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Estadual da Saúde confirma um óbito e 295 novos casos da doença no Estado; o acumulado de casos no período epidemiológico, que começou em agosto de 2020 e segue até o final de julho deste ano, é de 3.424 casos e sete óbitos.

PREVENÇÃO

Município com histórico de maior reincidência de casos na região, Jacarezinho já se mobiliza para evitar que uma nova pandemia atinja o município – como tem sido recorrente em anos anteriores.

Com apoio da 19ª Regional de Saúde, foram realizados em janeiro e fevereiro dois mutirões de limpeza por toda a zona urbana e centenas de quilos de lixos e outros materiais foram retirados de quintais e terrenos baldios, eliminando milhares de possíveis criadouros do mosquito da dengue.

Nesta semana o município também iniciou a articulação do projeto de controle vetorial do mosquito da dengue, em uma parceria com a Forrest Brasil e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

A Forrest já desenvolveu um projeto piloto em Jacarezinho entre 2018 e 2019 e teve resultados muito bons. O projeto consiste na soltura assistida de machos estéreis do Aedes aegypti.

O mosquito macho se alimenta apenas de seiva de plantas e, portanto, não pica e não oferece nenhum risco para a população. São as fêmeas que transmitem as doenças, pois precisam do sangue para completar o processo de maturação dos ovos e fazer a postura.

Como a fêmea copula uma única vez durante a vida, se a cópula for com um macho estéril então não haverá descendentes. Já se a cópula acontecer com um macho não estéril, uma fêmea pode gerar até 500 ovos, que vão resultar em milhares de novos mosquitos em um período curto de tempo.