Comerciantes ignoram decreto em Jacarezinho

Estabelecimentos estavam prestando atendimento ao público na porta dos prédios

Da Redação

Estabelecimentos não-essenciais funcionando mesmo sem autorização do decreto estadual
CRÉDITO: Divulgação

A equipe de reportagem da Tribuna do Vale flagrou na manhã desta segunda-feira, 01, vários estabelecimentos comerciais de Jacarezinho, considerados não-essenciais, descumprindo o decreto do governo do Paraná 6.983/2021. O documento, que entrou em vigor no último sábado, 27, permite abertura, até o dia 8 de março, somente de estabelecimentos comerciais essenciais, com intuito de frear o contágio do coronavírus.

Entre as lojas, estavam abertas, moveleiras, lojas de vestuário, utilidades domésticas e até mesmo lojas de chocolates. Além disso, nas lotéricas muita fila e aglomerações sem respeitar o distanciamento social. O Hospital dos Olhos do Norte Pioneiro, que faz atendimento regional à população também estava bastante movimentado.

Em entrevista à Rádio Educadora, de Jacarezinho, o prefeito Marcelo Palhares adiantou que será realizada ainda nesta segunda-feira, 01, uma reunião com os comerciantes na Associação Comercial e Industrial de Jacarezinho (Acija). “Quem me conhece sabe que eu sou contra o fechamento do comércio, mas estamos com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não tem vaga se alguém da região precisar ser internado em Jacarezinho. Tivemos 722 novos casos de Covid-19 somente em fevereiro. Por isso foi necessário adotar esse decreto do governo. Sabemos que os comerciantes estão sofrendo, alguns fechando as portas, mas chegamos ao estado de calamidade. Infelizmente tivemos que acompanhar”, explicou o gestor. < /span>

Filas enormes em lotéricas nesta segunda-feira, 01
CRÉDITO: Divulgação

Palhares ainda destaca que já protocolou no Ministério da Saúde o pedido de mais três novos respiradores para atender a demanda. “Nossa audiência com os comerciantes é para tentar minimizar os impactos. Não posso ir contra o decreto do governador. Maringá por exemplo não está aceitando pacientes de cidades que não aderiram ao decreto do governo porque a situação está caótica. Estamos abrindo esse espaço com os comerciantes para saber o que vai acontecer a partir do dia 8. Dialogar é a melhor solução”, enfatizou. 

O prefeito ainda detalha que o decreto do governo não tem como finalidade penalizar, mas sim de conscientizar, diminuindo a circulação de pessoas. “As pessoas continuam andando sem máscara, fazendo festas, aglomerações é isso precisa parar”, finalizou.