Paraná teve 380 mortes em confrontos com a polícia durante 2020

Dados são divulgados pelo Ministério Público; na região apenas um único registro, em Ribeirão do Pinhal 

Da Redação


 Confrontos com a polícia causaram 184 mortes no Paraná durante 2020. Este é número levantado pelo Ministério Público e divulgado nesta quinta-feira (25) sobre óbitos em confrontos com policiais no Estado.Os dados são o resultado de um estudo do coordenação estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  primeiro semestre do ano passado indicaram um total de 184 mortes, sendo 183 em confrontos com policiais militares e uma com guarda municipal (não houve mortes em confrontos com policiais civis).No segundo semestre, foram 196 mortes no total (sendo 192 em confrontos com policiais militares e quatro em confronto com guarda municipal – nenhum com policial civil envolvido), um aumento de 6,5% em relação ao primeiro semestre (foram 12 mortes a mais).O fechamento dos números de 2020 mostra uma soma de 380 mortes no ano passado, sendo 375 em confrontos com policiais militares e 5 em confrontos com guardas municipais.

Considerando-se que em 2019 ocorreram 307 mortes, o número indica um crescimento de 23,8% (73 mortes a mais em 2020 do que em 2019).O controle estatístico das mortes em confrontos policiais pelo Gaeco faz parte de estratégia institucional de atuação do MPPR com o objetivo de contribuir para diminuir a letalidade das abordagens conduzidas pela polícia. As iniciativas do Ministério Público com esse intuito são constantemente discutidas com representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Militar.O Ministério Público do Paraná, a exemplo dos demais MPs do Brasil, aderiu ao programa nacional “O MP no enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial”, instituído pelo Conselho Nacional do Ministério Público, por meio da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança.

A iniciativa do CNMP tem como objetivo assegurar a correta apuração das mortes de civis em confrontos com policiais e guardas municipais, garantindo que toda ação do Estado que resulte em morte seja investigada. CASO NA REGIÃOO único registro na região diz respeito a um homicídio em Ribeirão do Pinhal, onde um Policial Militar de folga matou um cidadão após o envolvimento de ambos em um triângulo amoroso com a esposa da vítima – que também morreu na tragédia, ainda não totalmente esclarecida pela justiça.As mortes aconteceram em outubro de 2020.

O PM confessou ter atirado no marido e alega que agiu após ser ameaçado. Familiares das vítimas contestam veementemente essa versão e alegam que o policial teria sido o causador de toda a confusão que terminou nos óbitos.