Crescimento na produção de milho segunda safra pode chegar a 16%

Da Assessoria


O interesse dos produtores paranaenses pelo plantio do milho segunda safra cresceu. A área cultivada do cereal deverá ultrapassar os 2,3 milhões de hectares, o que representa um aumento de cerca de 4% na área destinada à cultura. Esta ampliação, aliada à melhora na produtividade, esperada em 5.615 quilos por hectare, resultou em uma produção estimada em 13,29 milhões de toneladas, volume cerca de 16,5% superior ao registrado na safra passada. Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Caso as condições climáticas favoreçam o cultivo do cereal na segunda safra, a produção de milho total será a segunda maior já registrada no estado, chegando a 16,7 milhões de toneladas. Isso porque na primeira safra do grão a estimativa é de uma colheita superior a 3,4 milhões de toneladas, uma queda de 4% em relação à safra passada. A produtividade das lavouras no Paraná foi impactada pelas condições climáticas adversas tanto no momento com plantio, com as estiagens registradas, como no início da colheita, com a ocorrência de altas precipitações e doenças de final de ciclo em janeiro.

O clima também teve grande influência na cultura do feijão. O desenvolvimento inicial da cultura foi afetado negativamente em função da baixa quantidade de água no solo. A partir de dezembro do ano passado, ocorreram volumes de chuva que propiciaram uma melhor umidade para o desenvolvimento da leguminosa. Mas, as chuvas continuadas no primeiro mês deste ano tendem a afetar a qualidade do produto. A expectativa é de uma queda de cerca de 12% na produção do feijão tipo cores e do preto na primeira safra, chegando a um volume próximo a 80 mil toneladas e 199 mil toneladas respectivamente.

Outro produto de destaque no estado é a soja. Principal cultura plantada, a produção deve atingir 20,5 milhões de toneladas. A produção deve apresentar uma queda de 5% quando comparada com a safra anterior, reflexo da menor produtividade estimada. Mesmo assim, os produtores já avançaram bastante na comercialização. Já são mais de 40% da produção vendida antes de iniciar a colheita, pois os produtores aproveitaram os bons preços pagos pela oleaginosa, cerca de R$156/sc.

Mais informações sobre a safra de grãos no estado paranaense e nas demais regiões do país podem ser acessadas no documento disponível no site da Companhia.