Joaquim Távora

Prefeitura nega declaração e só fornece mediante doação de terreno

Caso foi parar no Ministério Público

Prefeitura quer parte do terreno para liberar o documento solicitado
CRÉDITO: Divulgação

Da Redação


Empresários de Joaquim Távora, procuraram a equipe de reportagem da Tribuna do Vale para expor a situação que os impede de trabalhar. Quatro barracões que tem uma rede de energia elétrica na frente estão sendo barrados de exercer suas funções porque a prefeitura se nega a fornecer uma carta de anuência. Com a declaração em mãos, eles teriam a oportunidade de realizar um pedido de ligação de pontos individuais de energia na Copel.

Segundo um dos denunciantes, o transtorno começou quando somente um dos barracões tinha energia instalada. Com isso, os demais prédios usaram durante um período o mesmo relógio, mas a Copel não permitiu tão operação e fez o desligamento – orientando que deveriam ser feitos pontos individuais. Na época, uma das empresas que funcionava no local, após o transtorno, se mudou para outro município.

Os barracões na área de metalúrgica e construção civil, geram ao todo, seis empregos. Os empresários já anunciaram que se caso não conseguirem regularizar, vão embora para outra cidade da região, ou seja, seis famílias que tiram dali o seu sustento podem ficar sem fonte de renda.

Como a área construída não possui matrícula, foi solicitado também pelos empresários a prefeitura, um cadastro imobiliário, na tentativa de regularizar a situação dos barracões.

Mas de acordo com a denúncia, a prefeitura alega que os imóveis estão em situação irregular, mas que cederá o documento solicitado com uma condição, se os empresários doassem parte do terreno para o Município – o que para os empresários tem a simples finalidade de beneficiar um loteamento particular.

Os envolvidos entraram com um mandado de segurança, na tentativa de conseguir a carta, mas ainda segue em trâmite. Além disso, foi lavrado um boletim de ocorrência e também protocolado a denúncia no Ministério Público. Gravações comprovam que somente com a doação de parte do terreno é que a situação será resolvida.

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