Justiça manda soltar motorista que atropelou e matou criança em Quatiguá

Imagem do local onde aconteceu o acidente que vitimou criança de dois anos
Crédito JR-Diário

Por RPC Londrina com Redação


Justiça da comarca de Joaquim Távora, em despachou formalizado no dia 24, acatou pedido de habeas corpus e determinou a soltura do motorista que atropelou e matou um menino de dois anos em acidente ocorrido no último dia 22, em Quatiguá, Norte Pioneiro do Paraná.

A justiça entendeu não haver provas de que o motorista agiu com irresponsabilidade e fugido após o acidente. No depoimento que deu à Polícia Civil, ele admite que não possui CNH, mas disse que não prestou socorro à criança por achar que tinha atropelado um cachorro.

A Justiça autorizou o habeas corpus por entender que o atropelamento foi uma fatalidade e por não haver provas de que o motorista agiu de forma irresponsável ao atropelar a criança.

Testemunhas disseram à polícia que a criança estava em frente de casa quando foi atropelada. O menino chegou a ser levado por familiares até o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Polícia Civil o indiciou pela morte da criança, por não ter prestado socorro e por dirigir sem ter carteira de motorista.

O Ministério Público (MP-PR) pediu que o motorista continuasse na cadeia por entender que não foi um mero acidente, mas sim um assassinato ao volante. Entretanto, o juiz de plantão apontou que a tragédia foi uma fatalidade.

Até ser julgado, o motorista fica proibido de frequentar bares e casas noturnas, também deverá ficar em casa das 22h às 5h e fica proibido de dirigir até que tire a carteira de habilitação.

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, a mãe da criança abriu o portão da casa e o menino saiu correndo.
Após o acidente, o motorista foi embora para a casa de parentes, onde acabou preso. Ele fez teste de embriagues que não apontou consumo de bebida alcoólica.

O boletim de ocorrência apontou que o motorista estava junto com o carro que foi apreendido e que a placa dele estava coberta por um pano escondendo a identificação.
No depoimento à polícia, ele negou ter colocado o pano e disse não saber quem encobriu a placa.

Conforme a decisão, não há indicativos de que o motorista seja pessoa perigosa ou que irá se envolver com novos crimes, por isso, a soltura foi autorizada.