Saúde

Número de paranaenses com sintomas de síndrome gripal aumenta em novembro

IBGE


A sétima e última edição da pesquisa PNAD COVID19 Mensal, divulgada hoje (23) pelo IBGE, mostra que, em novembro, no Paraná, após três  quedas consecutivas, houve aumento no número de pessoas que manifestaram algum dos sintomas relacionados à síndrome gripal. No mês passado, esse número ficou em 447 mil, cerca de 70 mil a mais do que o verificado em outubro (376 mil). Dessas 447 mil pessoas, cerca de 160 mil procuraram algum estabelecimento de saúde.

A pesquisa também constatou aumento na quantidade de pessoas que apresentaram sintomas referenciados conjugados, ou seja, apresentaram pelo menos dois ou mais dos sintomas gripais (perda de cheiro ou sabor ou tosse, febre e dificuldade para respirar ou febre, tosse e dor no peito). Em novembro, no Paraná, esses indivíduos perfizeram um total de 75 mil, um acréscimo de 34 mil em relação a outubro (41 mil). Trata-se do maior aumento desde o primeiro levantamento da pesquisa, em maio, e ocorre após duas quedas consecutivas.

Aumentou também o número de pessoas que fizeram algum teste para saberem se estavam infectadas pelo Coronavírus. De maio a novembro, esse montante ficou em cerca de 1,37 milhão, um aumento de mais de 200 mil pessoas em relação ao acumulado até outubro (1,17 milhão). Dessas pessoas que fizeram algum teste, 272 mil testaram positivo, um aumento de 76 mil na comparação com o verificado até outubro (196 mil).

Mercado de trabalho

A PNAD COVID19 Mensal aponta que, no mês passado, no Paraná, a taxa de desocupação voltou a cair, embora de forma tímida, chegando ao patamar de 10%, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Assim, a taxa de desocupação apresentou quatro quedas consecutivas, resultando num decréscimo de 15% em relação à taxa verificada em julho (11,7%).

Ainda segundo a pesquisa do IBGE, o número de pessoas ocupadas aumentou em novembro no Paraná, passando de 5,26 milhões em outubro para 5,31 milhões no mês passado, compondo o quarto aumento consecutivo.

O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em novembro foi de 230 mil. Dessas, 114 mil estiveram afastadas devido ao distanciamento social, ligeiro aumento em relação a outubro (113 mil). Das 230 mil pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em novembro no Paraná, 39 mil deixaram de receber remuneração, o que corresponde à sexta queda seguida desde o primeiro levantamento da pesquisa, em maio, quando esse grupo de pessoas sem remuneração era de 320 mil.

Já o número de pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas que gostariam de trabalhar na semana anterior atingiu a quarta queda consecutiva, variando de 343 mil em outubro para 331 mil em novembro.

Sobre a renda do paranaense, a pesquisa aponta que o rendimento médio real efetivamente recebido das pessoas ocupadas foi de 2.412 reais em novembro, o sexto aumento consecutivo desde maio, quando o valor estava em 2.199 reais, elevação de 213 reais em seis meses.

A média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios paranaenses foi de 593 reais em novembro, queda em relação a outubro (723 reais). Essa queda na média do rendimento do auxílio é acompanhada por uma queda também no número de domicílios que recebem o auxílio no estado, que passaram de aproximadamente 1,35 milhão em outubro para cerca de 1,26 milhão em novembro, decréscimo de 84 mil domicílios, a maior queda de todas as edições da pesquisa.

Educação e comportamento na pandemia

A pesquisa mostra que, em novembro, no Paraná, o número de estudantes entre 6 e 29 anos que frequentavam escola ou universidade era de aproximadamente 2,42 milhões. Desses, pouco mais de 1,8 milhão frequentavam escola pública, o que representa 74% do total de estudantes.

Das pessoas que frequentaram escola em novembro, 33 mil tiveram aulas presenciais normalmente e 79 mil tiveram aulas presenciais parcialmente. Outras 2 milhões de pessoas não tiveram aulas presenciais e o curso foi presencial ou semipresencial, e quase 300 mil estudantes não tiveram aulas presenciais e o curso foi online.

A pesquisa aponta que entre as pessoas que frequentaram escola e não tiveram aulas presenciais normalmente, por volta de 2,3 milhões tiveram atividades disponibilizadas (aula online, deveres, estudo dirigido etc.) para realizar. Esse montante ficou distribuído em 1,75 milhão na rede pública e cerca de 550 mil na rede privada.

Sobre o comportamento do paranaense diante da pandemia, a pesquisa estima que, no Paraná, 289 mil pessoas não tomaram qualquer medida restritiva para evitar o contágio pelo Coronavírus em novembro, queda em relação a outubro (314 mil). O número de pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas foi de cerca de 5,8 milhões. Outras 3,8 milhões ficaram em casa e só saíram por necessidade básica (decréscimo de 164 mil em relação ao mês anterior) e 1,53 milhão permaneceram rigorosamente isoladas, o que corresponde a cerca de 120 mil a menos que em outubro (1,65 milhão).

Características e histórico da pesquisa

Esta foi a última edição da pesquisa PNAD COVID19 Mensal, que teve início em maio de 2020. A pesquisa teve por finalidade identificar os indivíduos com sintomas associados à Covid-19 e o impacto da pandemia no mercado de trabalho.

Os levantamentos trouxeram importantes dados para que governos e empresas tomassem decisões, não só atinentes ao mercado de trabalho (taxa de desocupação, pessoal ocupado, renda, afastamentos por conta da pandemia, informalidade etc.), como também relacionadas à saúde (sintomas ligados à síndrome gripal, quantidade de pessoas procuraram estabelecimento de saúde, número de domicílios com pessoas com síndrome gripal e com morador acima de 60 anos, número de pessoas com plano de saúde etc.). Também dados inéditos foram aferidos, tais como: quantidade de pessoas em trabalho remoto, quantidade de pessoas que recebem auxílio emergencial, número de indivíduos com comorbidades que podem agravar o quadro de Covid-19, quantidade de pessoas que fizeram testes para a doença e que testaram positivo, existência de domicílios com itens básicos de higiene e proteção contra o Coronavírus, número de estudantes que tiveram trabalho escolar disponível durante o distanciamento social, empréstimos realizados na pandemia, medidas restritivas de distanciamento adotadas para evitar o contágio pelo Coronavírus, entre outros assuntos abordados.

No Paraná, a PNAD COVID19 Mensal abrangeu 10.445 domicílios, entrevistados mensalmente em 237 municípios do estado. O IBGE contou com 117 entrevistadores para a realização dessa tarefa.

Ao longo dos sete meses de vigência da pesquisa, o IBGE ressaltou que não se podia comparar os dados da PNAD Contínua com os da PNAD COVID19 Mensal por se tratarem de levantamentos com metodologias diferentes, e que a PNAD Contínua ainda é a pesquisa oficial sobre o mercado de trabalho no Brasil.

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