Carlópolis

Carlópolis: vereador Hulkinho é preso outra vez

Ele já denunciado por concussão no âmbito da Operação Mustela do Ministério Público Estadual

Imprensa Ministério Público

Fotos: divulgação

O vereador de Carlópolis, João Aparecido de Camargo, mais conhecido por Hulkinho, 62 anos, foi preso nesta quinta-feira, 10 de dezembro, por reiteração da prática de concussão, crime caracterizado pela atitude de uma pessoa que tem ou vai assumir cargo público e utiliza da função para exigir, para si ou para outro, algum tipo de vantagem indevida.

O parlamentar já havia sido denunciado por duas vezes pelo delito na Operação Mustela do Ministério Público Paraná (MPPR), que revelou um grande esquema de corrupção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais recentemente, no âmbito da Operação Metamorfose, que também apura esquema de fraude contra o SUS e é conduzida pela Polícia Civil do Paraná, a partir do compartilhamento de informações com o MPPR, verificou-se que o vereador continuou praticando crimes contra a Administração Pública, o que motivou a sua prisão.

O mandado de prisão foi expedido na última segunda-feira, 7 de dezembro, pela Vara Criminal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A decisão atende pedido formulado pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, que conduz parte das investigações relacionadas à Operação Mustela.
Em sua decisão, o juiz considerou que a repetição dos crimes mostrou que “a determinação de cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão (…) não se mostrou suficiente para cessar o comportamento criminoso, demonstrando que qualquer outra medida cautelar, por si só, não será eficaz diante do menosprezo por parte do representado (acusado) quanto à determinação judicial, voltando a praticar crimes de concussão, com vista à obtenção de vantagem econômica indevida, em prejuízo à Administração Pública”.

Operação Mustela – Em 2017, o MPPR começou a apurar denúncias de esquema de corrupção para furar a fila do Sistema Único de Saúde. Dentro dessa investigação, e partir de depoimentos de vítimas e informações obtidas por meio de quebras de sigilos telefônicos, em dezembro de 2018, foi deflagrada pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Mustela, com o cumprimento de mandados de buscas e apreensão e de prisão temporária contra alguns envolvidos.

A partir disso, foi revelado um grande esquema de corrupção contra o SUS, envolvendo pagamentos indevidos exigidos por médicos, com participação direta de agentes políticos e servidores públicos, entre outros, para “furar” a fila de atendimentos.

Operação Metamorfose – Na sequência, após autorização judicial, os dados da Operação Mustela foram compartilhados com a Polícia Civil para subsidiar as investigações conduzidas na Operação Metamorfose, que também apura fraudes contra o SUS, com foco mais voltado a procedimentos relativos a cirurgias bariátricas.

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