Ribeirão Claro

Incêndio que destruiu ponte pênsil Alves de Lima, foi criminoso

Para o Instituto de criminalística do Paraná, material combustível jogado na estrutura foi a causa do incêndio

Trabalhadores na reforma da ponte pênsil no século passado FOTO: PONTE 1920
CRÉDITO: Reprodução Debate News

Da Redação com RPC Londrina e G1 PR


O laudo do Instituto de Criminalística do Paraná concluiu que, o incêndio que destruiu parcialmente a ponte pênsil Alves Lima, entre os Ribeirão Claro e Chavantes (SP), foi criminoso. Conforme análise dos resquícios de madeiras queimadas e vestígios no local, a perícia descartou a possibilidade de o incêndio ter ocorrido de forma acidental.

Ponte centenária foi destruída parcialmente pela quarta vez
CRÉDITO: Reprodução

A ponte que fica localizada sobre o Rio Paranapanema completou 100 anos no dia 4 de dezembro, e foi alvo de incêndio há exatamente um mês do lado paranaense. Entre as hipóteses, foi analisado também a possibilidade da queda de um raio, ou o incêndio teve origem em alguma mata próxima, mas ambas as possibilidades também foram descartadas.

Para os peritos, o incêndio foi provocado por uma ação humana intencional, por algum material combustível despejado nas madeiras. O instituto ainda aponta que a pessoa que ateou fogo ainda esperou o fogo se alastrar pela estrutura para só depois fugir.

A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar o ou os responsáveis pelo incêndio e, por isso, pede ajuda da população. Denúncias podem ser feitas pelo 181.

Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) informou que elaborou um projeto que aponta quais as intervenções necessárias para reparos na Ponte Pênsil da SP 276 até a divisa com o Paraná. O projeto será submetido à aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, já que a estrutura é um patrimônio tombado. Já o DER do Paraná disse que a ponte não pertence mais ao sistema rodoviário. Por este motivo, somente os departamentos culturais podem informar sobre os reparos da estrutura.

HISTÓRIA – A ponte Alves Lima, patrimônio tombado, foi construída em meados da década de 20 e já foi vítima de três fatalidades. Foi destruída pela primeira vez em 1924, durante a Revolução Paulista, quando foi incendiada. Posteriormente em 1932, um novo confronto armado destruiu, desta vez com dinamite, a “ponte da esperança” durante a Revolução Constitucionalista. E a terceira tragédia aconteceu em junho de 1983, vitimada pela maior enchente de que se tem notícia na região. Mas ela foi recuperada dois anos depois.

REFORMA – O deputado federal Pedro Lupion, a pedido do ex-prefeito Maurício Araújo e do prefeito eleito João Carlos Bonato, de Ribeirão Claro, garantiu que vai colocar uma emenda no orçamento da União em Brasília (DF) para que a Ponte Pênsil Alves Lima seja reconstruída o mais rápido possível. O deputado que tem esmero por Ribeirão Claro declara que não medirá esforços para recuperar o patrimônio histórico tombado, um dos principais cartões postais da cidade.

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