Joaquim Távora

Servidora de Joaquim Távora denuncia perseguição política

Mesmo com problemas de saúde, prefeito transfere mulher de 62 para fazer limpeza na rodoviária

Prefeito Gelson Mansur é acusado de perseguição

Da Redação


Ao receber em sua residência, o prefeito de Joaquim Távora, Gelson Mansur Nassar, durante a campanha eleitoral deste ano, a servidora municipal Maria Elizabete Santos Silva, de 62 anos, não tinha ideia que aquele simples ato tornaria sua vida um inferno. O gestor, ao ver o adesivo do candidato opositor no carro do marido da funcionária, falou em ato em bom som: “é, vocês escolheram lado”.

Logo após a saída do prefeito, Maria Elizabete, a Bete como é mais conhecida, comentou com o marido que a fala do prefeito soara como uma ameaça e chegou a antecipar com ele a perseguição que viria na semana seguinte.

Contados os votos, o candidato do prefeito, Reginaldo Vilela, venceu as eleições contra Cláudio Revelino, mas nem a vitória aplacou a ira do prefeito contra Bete e seu marido, que também é servidor público municipal, trabalhando como operador de máquina.

Na terça-feira Maria Elizabete, que em serviços gerais na Unidade Básica de Saúde Zilda Arns, no centro da cidade foi informada por sua chefe que seria deslocada para fazer limpeza na rodoviária da cidade. A administração, no entanto, não apresentou qualquer documento neste sentido.

Bete conta que faz tratamento médico para circulação e artrose, além de seus 62 anos que a coloca como de grupo de risco caso sofra contaminação por coronavírus (Covid-19). Outra agravante e que a rodoviária tem grande fluxo de pessoas de várias cidades, expondo-a ao risco iminente de uma contaminação.

Mas parece que esses riscos à sua vida não sensibilizam o prefeito Gelson Mansur, que até o final da tarde desta sexta-feira (27), mantinha a decisão de transferi-la para a rodoviária da cidade.

O marido de Elizabete levou um atestado médico ao Departamento Jurídico da Prefeitura informando os problemas de saúde da servidora municipal e os riscos oriundos da exposição num local com grande circulação de pessoas. A servidora diz que o jurídico teria informado que concorda com a posição do médico e que recomendaria seu afastamento.

A informação do setor é que, na segunda-feira (30), a recomendação será encaminhada à chefia da servidora, mas a decisão de conceder ou não a licença é do Departamento de Saúde.

A reportagem tentou contato com o prefeito Gelson Mansur, não foi possível falar com ele porque bloqueou o contato do repórter da Tribuna do Vale.

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