Ribeirão Claro

Esporte tem gastos milionários, mas praças esportivas continuam fechadas

Foram quase três milhões investidos no setor nos últimos três anos


Dados disponíveis no Portal da Transparência mostram gastos exorbitantes com praças esportivas fechadas

Da Redação


Indignados com o rumo que Ribeirão Claro tem tomado nos últimos anos, esportistas procuraram a Tribuna do Vale para denunciar os gastos milionários na Secretaria de Esporte e Lazer nos últimos três anos, mesmo sem o funcionamento de várias praças esportivas.

O município que vem enfrentando uma das piores crises hídricas da história apresenta gastos no Esporte e Lazer de em média, quase R$ 1 milhão ao ano, sendo que, o Estádio Municipal Pérola do Norte, por exemplo, vai completar quatro anos fechado.

Não foi batido sequer um pênalti na principal praça esportiva, que já foi palco da revelação de diversos talentos do futebol. Alguns atletas, inclusive, já são reconhecidos internacionalmente, como na Europa e outros lugares. Além disso, o Estádio também foi palco de partidas memoráveis e campeonatos regionais.

O semblante do atleta que pretende conquistar sua carreira profissional é de desespero. São sonhos e oportunidades que estão sendo perdidos.

De acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência, em 2018, as despesas da Secretaria passam de R$ 619 mil. Em 2019 o rombo foi ainda maior mais de R$ 1 milhão, e em 2020 não é diferente, o valor orçado também ultrapassa a casa de R$ 1 milhão.

“A nossa sensação é de descaso com os jovens e crianças, porque esporte é futuro e saúde. Precisamos de mais projetos na área do esporte e de pessoas que realmente trabalhem em prol do município”, lamenta um dos atletas que preferiu manter sua identidade preservada por receio de retaliação do atual prefeito Mário Pereira.

O esporte que deveria ser representação pelo entretenimento, recreação, manutenção do condicionamento corporal e da saúde, se tornou sinônimo de abandono. O esporte que deveria ser um leque de oportunidades para um futuro melhor, se tornou apenas mais uma fonte de gastos. Não tem mais torneios de futebol de areia, de vôlei, nem canoagem e nem mesmo o tradicional Campeonato de Pesca a Corvina.

Mas mesmo assim, diante desse cenário triste do esporte, Mário Pereira que é candidato à reeleição ainda consegue usar o nome da atividade na campanha de sua coligação “Ribeirão Claro Não Pode Parar”. Mas pelo visto, Ribeirão Claro já parou, e não é de hoje. O retrocesso se repete em outras áreas.

A equipe de reportagem tentou localizar o secretário de Esporte e Lazer, Eudierio Cortez, para se pronunciar sobre os gastos, mas não obteve sucesso. Foram realizadas diversas chamadas entre às 16h e 16h30, mas ninguém atendeu a nenhuma das chamadas.

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