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Justiça nega à Vilela pedido para retirar do ar vídeo de Francisquini

Jornalista apenas fez referência a dois boletins de ocorrência em que candidato é acusado de assédio sexual

Da redação

O candidato a prefeito de Joaquim Távora, Reginaldo Vilela (Podemos), entrou com representação na Justiça Eleitoral da 55a Zona Eleitoral, com sede neste município, com pedido de liminar contra o diretor da Tribuna do Vale, Benedito Francisquini, requerendo a retirada de um vídeo postado no facebook nesta terça-feira (10), bem como a proibição da veiculação da mesma notícia na versão impressa do jornal, publicação que ele considera fake news

O candidato Reginaldo Vilela, apoiado pelo atual prefeito Gelson Mansur, está sendo acusado por duas mulheres da cidade que registraram na Delegacia Regional da Polícia Civil de Joaquim Távora, dois boletins de ocorrência nos quais acusam o político de assedio sexual.
O jornalista Francisquini limitou-se apenas a narrar o fato, sem, em momento algum, fazer qualquer acusação, mas reforçando a cobrança de que ele, na condição de candidato, deve explicações à comunidade a qual planeja governar.

A juíza eleitoral Daniela Fernandes de Oliveira negou de pronto o pedido de liminar para que Benedito Francisquini retire do facebook o vídeo apontado como difamatório, expondo que o candidato não conseguiu provar em sua representação que o jornalista estaria ferindo sua honra.
´´Ocorre que o vídeo publicado pelo jornalista cita o caso de outros políticos e se limita a informar ao público a existência destes boletins de ocorrência, sem afirmar que os fatos neles descritos são verdadeiros e sem usar de tal ocorrência para defender o candidato da oposição. O jornalista, pelo contrário, afirma que os fatos deverão ser investigados pelo delegado de polícia a fim de verificar se são verídicos ou não´´, assinala a juíza em sua sentença, complementando que o candidato pretende que seja tolhida a liberdade de imprensa do jornalista representado, baseado unicamente em vídeo publicado no “facebook” deste.

Finalizando a magistrada complementa: ´´assim, em cognição sumária, entendo que não está presente a probabilidade do direito, isto é, não há provas de que a intenção do representado seja denegrir a imagem do representante; pelo contrário, o que se tem, por ora, é a veiculação de uma informação, inclusive com a menção de que irá entrar em contato com o candidato a prefeito, ora representante, a fim de que este apresente a sua versão´´.

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