Polêmica Ribeirão Claro

Mário Pereira leva invertida na Câmara de Vereadores

Prefeito tenta jogar a população contra parlamentares pela demora na abertura da Prainha da Cachoeira, e vereadores não poupam críticas a sua postura


Prefeito Mário Pereira foi duramente criticado durante a última sessão ordinária
CRÉDITO: Divulgação

Da Redação


O prefeito de Ribeirão Claro, Mario Augusto Pereira (PSC), se envolve mais uma vez em polêmicas sobre a sua administração. Desta vez, após fazer uma infeliz publicação em sua rede social, na tentativa de culpar os vereadores pelo fechamento na Prainha da Cachoeira nos quase quatro anos de sua gestão, foi duramente criticado durante a sessão ordinária. Má gestão é apenas um apelido, diante da quantidade de adjetivos usados para resumir as observações dos legisladores sobre as falhas na administração.

A publicação veiculada pelo prefeito no Facebook, anunciou para os internautas “assistam a reunião da câmara segunda-feira e vejam quais vereadores querem que seja aberta a prainha e quais fazem de conta”. Trata-se do Projeto de Lei (065/2020), encaminhado para votação em plenário. A matéria visa autorizar a concessão onerosa de uso de espaço físico comercial do camping, bar e restaurante do Balneário do Distrito Administrativo de Cachoeira do Espírito Santo.

A sessão, transmitida ao vivo pela internet, rendeu quase 2 mil visualizações e 670 comentários, e na grande maioria, em desfavor ao prefeito.

Na discussão do projeto, o vereador Marcelo Molini (DEM), foi o primeiro a levantar alguns questionamentos sobre a polêmica, ressaltando que de maneira alguma eles querem a não abertura da prainha, destacando a importância de o ponto turístico ser administrado por pessoas de Ribeirão Claro.

Marcelo Molini destaca a importância do ponto turístico ser administrado por pessoas do município
CRÉDITO: Reprodução

“Qual procedimento o executivo tomou durante um ano e meio para abrir a prainha? A incompetência é do governo municipal, que quando estava em reforma, não pensou como ela poderia voltar a ser aberta após o término.

Agora atribui a culpa aos vereadores? Mas e o matadouro municipal, alguém votou contra a abertura também? O campo defutebol está fechado! Algum vereador foi contra a abertura também? Será mesmo que a culpa é nossa ou incompetência do prefeito?”, questionou o parlamentar.

A vereadora Sarita Baggio (DEM), fez um pronunciamento contundente, detalhando que a postagem veiculada pelo prefeito insinua culpa dos vereadores pelo fechamento da prainha. ressaltando duvidar que alguém do plenário seja contra o fechamento do ponto turístico.


Sarita Baggio avalia que Mário Pereira não está preocupado com o desenvolvimento turístico de Ribeirão Claro
CRÉDITO: Reprodução

“É culpa nossa também o matadouro fechado há quatro anos, o campo de futebol e o ginásio de esportes? Sabe senhor prefeito, se o senhor se preocupasse tanto com o desenvolvimento turístico da nossa cidade, o primeiro projeto que deveria ter enviado para a Câmara, não seria para mudar a insígnia do município”, alfinetou.

A parlamentar lembra que Mário Pereira mandou como o primeiro projeto de lei na área do turismo um pedido de mudança do símbolo do município, representado pela foto da Ponte Pênsil, um bem tombado pelo patrimônio histórico e cultural dos estados do Paraná e São Paulo, e Mário Pereira solicitou trocar por outra, de 20 anos atrás.

“Mudar a insígnia de uma ponte histórica por uma cabeça de gado e um ramo de café. Isso demonstrou para mim claramente a despreocupação com o desenvolvimento turístico. Olha que visão maravilhosa de desenvolvimento turístico”, ironizou a vereadora.

Ela que foi absolutamente contra o projeto na época ainda critica que a matéria foi aprovada. “Demonstrava a falta de interesse no desenvolvimento do turismo do município. Eu acho que se ele pudesse arrancar o portal turístico da cidade também tinha feito, pra voltar os antigos que pareciam uma porteira. Colocar os pau a pique lá e escrever bem-vindo à fazenda Ribeirão Claro, proprietário prefeito Mário Pereira, será que era isso que ele queria? Foi essa visão de turismo que eu tive quando esse projeto veio para a Câmara”, ironizou novamente.

Assim como no pronunciamento de Marcelo Molini, Sarita concorda que se não fossem os empreendedores turísticos, Ribeirão Claro estaria afundada. “Inclusive se não fosse o maquinário do senhor Geraldo Maurício Araújo arrumar a estrada turística que vai para Pedra do Índio ela estava intransitável. Isso é preocupação com o desenvolvimento turístico? “, questionou reprovando a atitude do prefeito.

Deixe um Comentário