Paraná

Secretário de Saúde do Paraná descarta lockdown, mas diz que pode retomar quarentena restritiva

Após 14 dias, governo estadual não renovou quarentena mais rigorosa e deixou nas mãos dos municípios as ações para conter a pandemia. “Não queremos fechar nada, queremos que o cidadão tenha saúde”, disse o secretário.

Secretário Beto Preto falou sobre a não renovação da quarentena restritiva no Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Da Redação G1


O secretário de saúde do Paraná, Beto Preto, disse, nesta quarta-feira (15), que não vê momento para lockdown no estado e que, se for preciso, vai retomar a quarentena restritiva. 

“Não vejo que há espaço, nesse momento, para um lockdown total. Se for necessário voltar a uma quarentena mais restritiva nos próximos dias, nós estamos preparados pra tomar essa medida”, afirmou.

O decreto da quarentena ficou em vigor em sete regiões do estado por 14 dias e não foi renovado na terça (14). No litoral, as medidas restritivas continuam valendo até o dia 21 de julho.

“Vamos continuar avaliando junto com as prefeituras que vão retomar seus decretos com vigência e nós vamos estar juntos. E, se for necessário, em algum momento, entrar com o decreto estadual de novo, nós vamos fazê-lo, sem que nenhuma força desnecessária seja utilizada”, explicou.

Segundo ele, a principal força, neste momento, é o convencimento da opinião pública através dos meios de comunicação. “Viemos bem. Viemos equilibrados até agora. Nesse momento, há um crescimento e também era esperado esse crescimento na chegada do inverno, no mês de julho”, argumentou.

Não houve adesão total

Beto Preto também afirmou que as medidas restritivas foram colocadas em prática no momento certo, mas que não houve adesão total, principalmente com relação à taxa de isolamento social.

“Nós chegamos a 41,42, 45%, mas precisamos chegar a pelo menos 50%. Isso nos leva a acreditar que o decreto teve valor, mas não teve adesão total”, ressaltou.

Durante os 14 dias de suspensão dos serviços não essenciais, já havia o alerta de que um dos principais objetivos era aumentar a taxa de isolamento social para que houvesse diminuição na curva de crescimento de casos, de acordo com o governo.

‘Decisão não foi política’

Ele destacou ainda que a decisão sobre a não renovação do decreto nas sete regiões não foi política. “Não queremos fechar nada, queremos que o cidadão tenha saúde”.

“Nós fizemos no tempo correto [a quarentena restritiva] com bastante respeito pela atividade econômica do estado e pela população do Paraná. A nossa equipe se abate todos os dias com os óbitos que vão acontecendo”, afirmou.

O secretário ressaltou que os óbitos vão acontecer e que, por isso, insiste na questão do isolamento social. “Cada óbito é um óbito. Nós estamos tomando medidas, temos falado e insistido que os medicamentos estavam faltando e ainda faltam. Mas em um número menor”, detalhou o secretário.

Recorde de mortes

O anúncio de que a quarentena não seria renovada ocorreu no mesmo dia em que o Paraná bateu recorde de mortes.

De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), divulgado nesta terça-feira (14), o Paraná tem 44.870 casos confirmados de coronavírus e 1.129 mortes por Covid-19.

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