Siqueira Campos

Desrespeito a barreiras aumenta em Siqueira Campos e Salto do Itararé

Vandalismo e desrespeito a barreiras aumentam em Siqueira e Salto

Agência Criativa e David Batista

Os constantes casos de vandalismos e de motoristas que furam barreiras sanitárias em Siqueira Campos e Salto do Itararé estão assustando essas comunidades.  Nesta quarta-feira (17), a reportagem da Tribuna do Vale esteve nas duas cidades e constatou que esses problemas estão aumentando e causando medo na população.

O desrespeito a barreiras sanitárias que controlam o acesso de pessoas no perímetro urbano de Siqueira Campos é o caso mais grave e põe em risco a população. Isso vem ocorrendo na entrada da cidade, nas proximidades da Rua Rio Grande do Sul, onde a equipe da Saúde realiza o controle de pressão arterial e temperatura dos ocupantes de veículos, entre outros exames, de quem chega à cidade.

Segundo informações da própria equipe de monitoramento, pelo menos 30 veículos teriam desrespeitado a barreira em apenas um dia desta semana. Vale ressaltar que os funcionários da Saúde, na maioria mulheres, acabam sem ter o que fazer diante dos motoristas que desrespeitam a barreira. 

Nossa reportagem abordou um motoqueiro que havia burlado a fiscalização fugindo da barreira. Sua explicação foi o atraso para o trabalho. “Já estou atrasado 10 minutos e meu patrão vai ficar descontente.” Ao ser questionado sobre os riscos de sua atitude diante da pandemia de coronavírus, ele acionou o acelerador e partiu sem responder à indagação.

No município do Salto do Itararé a situação é mais grave, alem do desrespeito à barreira, os motoristas vândalos, destruíram os principais bloqueios de ruas feitos pela prefeitura com manilhas, areia e terra.  A professora Maria Aparecida, parada na barreira falou da importância da participação de todos os saltenses na prevenção. “Estamos acompanhado o noticiário da região e vendo o crescimento absurdo dos casos de contaminação e aqui no Salto alguns motoristas, além de não cumprir o que manda o decreto, acabam fazendo vandalismos com a destruição dos bloqueios das ruas”, lamenta.

A agente comunitária Gilmara Terezinha Hipólito Campesi, falou da decepção de ver um trabalho de grande importância para a saúde pública sendo desrespeitado. “Estamos aqui correndo risco na linha de frente deste trabalho para proteger a comunidade e infelizmente nos deparamos com pessoas da nossa própria população que não contribuem para o bem estar de todos,”, conclui.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo