Auxílio Emergencial

No país, cerca de 206 mil ricos receberam o auxílio emergencial

Em Arapoti a esposa de vereador que ganha quase R$ 10 mil recebeu o benefício

Agência Criativa – David Batista

As distorções encontradas pela Controladoria Geral da União (CGU) no País sobre o pagamento do auxílio emergencial vão muito além de casos como os 24.232 servidores públicos estaduais e municipais no Ceará, os mais de 73 mil militares brasileiros ou um grupo de criminosos locais com mandados de prisão em aberto que embolsaram o benefício.

Ao peneirar CPFs de milhões de brasileiros, cruzando bases de dados diversas com a lista do auxílio, o órgão já sabe quantos donos de lanchas e iates, empresários com firma ativa de médio e grande porte, proprietários de veículos acima de R$ 60 mil, doadores de dinheiro na última campanha eleitoral ou gente com domicílio fiscal fora do Brasil se beneficiaram ilegalmente do programa emergencial.

Em Arapoti, por exemplo, há o caso do vereador Silvio Lopes (PP), que tem um salário de quase R$ 10 mil, incluindo subsídios, teve seu nome criticado na mídia porque sua esposa Selma Lopes também recebeu o auxílio de R$ 600 destinados aos trabalhadores informais para atravessar da pandemia do coronavírus. Na mesma cidade, segundo informações, nomes de outros políticos conhecidos estão envolvidos no recebimento ilegal do benefício.

Contagem parcial identificou que mais de 206 mil nomes aparecem apenas nesses perfis de bens e despesas citadas. Pelos patrimônios descritos, haveria “potencial de incompatibilidade” (termo usado pela CGU) para que recebessem o benefício. São registros de quem teve no mínimo uma ou duas parcelas do dinheiro liberado – sacado ou transferido para contas bancárias.

A lista de recebimentos ilegais é bastante extensa em todo o país, em Siqueira Campos existem dezenas de nomes de funcionários públicos apontados como recebedores do benefício, “na semana passada a reportagem teve a oportunidade de vislumbrar uma mulher jovem fazendo a devolução de R$ 1.200,00 que recebeu ilegalmente, porém não conseguimos identifica-la e nem saber se era funcionária pública ou não”.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios