polemica

Vereadores acusam prefeito de manipular informações

Projeto vota na Câmara não se refere à contratação de operadores de máquinas, mas de extinção de cargos

Da Redação

Mais um embate entre a maioria dos vereadores da Câmara de Ribeirão Claro e o prefeito Mario Augusto Pereira (PSC) chama a atenção da comunidade local. Por maioria de votos, a bancada de oposição rejeitou, na sessão da última segunda-feira (8), o Projeto de Lei Complementar Nº 005/2020 pelo qual o Executivo solicitou autorização legislativa para extinguir cinco vagas de operador de máquinas.

A intenção do prefeito era, com a extinção desses cargos, realizar licitação para terceirizar a contratação de operadores de máquinas, cargos que estão vagos, mas o município não teria condições legais de realizar concurso público.

Porém, segundo os cinco vereadores que votaram contra a extinção dos cargos, Mario Pereira estaria tentando manipular a opinião pública espalhando a falsa informação de que os vereadores teriam votado contra a contratação de maquinistas e, por esta razão, a prefeitura estaria impedida de colocar em operação cinco máquinas do município para prestar serviços à comunidade.

Os vereadores que votatam contra o projeto do prefeito são Marcelo Molini (DEM), Vanderlei Luiz de Carvalho (PSB), Sarita Baggio (DEM), Carlos Roberto dos Reis, o Beto do Anísio (PSB) e Irani Barbosa de Oliveira, o Macarrão (PSB).

Segundo Marcelo Molini, que esteve na redação da Tribuna do Vale acompanhado de Sarita Baggio e Vanderlei Carvalho, tem sido uma constante a utilização de falsas informações por parte do prefeito Mário Pereira para desviar a atenção da opinião pública para o fracasso e falta de planejamento de sua administração.

Uma dessas manipulações, segundo ele, foi colocar em frente da prefeitura cinco máquinas que estariam paradas porque os vereadores teriam bloqueado o projeto para contratação terceirizada de operadores. “Isso é uma piada. Entre os equipamentos que ele expôs na frente da prefeitura, tem máquina adquirida pelo município há cerca de uma década. Só agora ocorreu o problema?”, questiona Vanderlei Carvalho, em tom de ironia.

Sarita Baggio, por sua vez, observa que o prefeito encaminhou no dia 6 de março deste ano projeto de lei complementar 003/2020, semelhante ao que foi rejeitado no último dia 8, mas retirou a matéria de pauta ao perceber a repercussão negativa provocada na comunidade. “Dá pra entender a posição do prefeito? Age de acordo com que lhe interessa politicamente. Agora vem jogar a culpa nas costas dos vereadores de oposição e, pior, falseando as informações numa tentativa de obter dividendos políticos”,   

Falta planejamento

“Ele teve três anos para realizar um concurso. Não precisava contratar imediatamente, mas teria a reserva de operadores de máquinas para exercer a função quando fosse necessário. Não agiu quando deveria e agora tenta jogar a culpa nos vereadores de oposição”, alfineta Vanderlei Carvalho, que foi relator da matéria.

Outro lado

Da mesma forma como se posicionou na denúncia sobre uso de diárias publicado nesta semana pela Tribuna do Vale, o prefeito Mário Pereira prefere aguardar a publicação desta reportagem para encaminhar, na segunda-feira (15), sua manifestação sobre o assunto.

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