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Paraná repudia atos de vandalismo, diz Romanelli

AEN

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) condenou os atos de vandalismo que ocorrerem na noite desta segunda-feira, 1º de junho, no Centro Cívico em Curitiba, e defendeu o diálogo para superar as divergências políticas neste momento de pandemia. “Seria uma manifestação na frente do prédio histórico da Universidade Federal. Infelizmente, um grupo se desgarrou e veio ao Centro Cívico fazer baderna, incendiar o maior símbolo da nacionalidade que é a bandeira do país. Não há como não repudiar qualquer ato de violência, de depredação, ato de violência de pessoas reativas a um discurso de ódio que permeia nosso país”, disse Romanelli na sessão desta terça-feira, 2, na Assembleia Legislativa.

“Tem gente que não entendeu ainda como é um processo democrático e como deve ser gerido um país, que é através do diálogo. Vivemos uma pandemia, uma crise sanitária grave, que diga-se de passagem, ainda está longe de terminar e no Paraná nos próximos 45 dias é que provavelmente viveremos os piores momentos”, reforçou.

O atual momento, aponta Romanelli, é de união que se traduz no convívio fraterno e solidário dos poderes legislativo, executivo e judiciário, com o Ministério Público e a sociedade civil organizada. “Esta Casa não tem faltado com o diálogo seja com setor que for. Temos que repudiar qualquer ato de violência que possa levar o Paraná – que tem que estar unido para enfrentar a pandemia e a crise econômica – a não entrar nessa crise política que o país vivendo”.

Romanelli diz ainda que o Paraná não está imune, obviamente, a ser contaminado pelo debate ideológico. “Mas temos que lutar, com capacidade e diálogo, para superar as divergências e acreditar na democracia, na justiça social, num país equilibrado com menos desigualdade”,

“Peço a todos que possamos prosseguir no caminho do diálogo, das soluções boas para o povo e repudiar qualquer ato de violência ou atos extremados sejam eles de direita ou esquerda. Esses atos não merecem, sob nenhuma hipótese, a nossa aprovação. Não há como comparar líderes de direitos civis com baderneiros que vieram botar fogo na bandeira brasileira, vieram protestar sem rumo, contra o que ninguém sabe. Isso não é aceitável. A democracia pressupõe respeito, diálogo e sob nenhuma hipótese, a violência. Esses atos de vandalismo têm que ser integralmente repudiados”, completa.

ÍNTEGRA DO PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO LUIZ CLAUDIO ROMANELLI (PSB) NA SESSÃO DESTA TERÇA-FEIRA, 2 DE JUNHO DE 2020

Quero falar do sentimento perante as cenas que honestamente não esperava ver no estado. De uma manifestação pacífica, desdobramento das manifestações que ocorreram nos EUA contra a violência policial em relação a um negro que infelizmente faleceu. Estamos assistindo manifestações do mundo inteiro e no Paraná seria mais uma manifestação na frente do prédio histórico da Universidade Federal. Infelizmente, um grupo se desgarrou desta manifestação pacífica e veio ao Centro Cívico fazer baderna, incendiar o maior símbolo da nacionalidade que é a bandeira do país. Não há como não repudiar qualquer ato de violência, ato de violência contra esse símbolo, ato de violência da depredação, ato de violência de pessoas que infelizmente são reativas a um discurso de ódio que permeia nosso país.

Para mim, quem faz baderna, quem pratica a violência, quem faz discurso de ódio – não se diferencia se é de esquerda ou de direita – eu os condeno. Lutamos no país para viver uma democracia, conseguimos implantá-la novamente em 1985 com a fundação da Nova República. Em 1988, fizemos a Assembleia Nacional Constituinte, criamos o estado democrático de direito no país, foi lutando pela democracia que fizemos com que esse país pudesse avançar.

Infelizmente, tem gente que não entendeu ainda como é um processo democrático e como deve ser gerido um país, que é através do diálogo. Vivemos uma pandemia, uma crise grave sanitária, que diga-se de passagem, ainda está longe de terminar e no Paraná nos próximos 45 dias é que provavelmente viveremos os piores momentos.

Nosso momento é de união, união que se traduz em um convívio fraterno, solidário da Assembleia Legislativa com o Poder Executivo, com o Ministério Público, com o Judiciário, com a sociedade civil organizada. Essa Casa não tem faltado com o diálogo seja com setor que for. Por isso, temos que repudiar qualquer ato de violência que possa levar o Paraná – que tem que estar unido para enfrentar a pandemia, para enfrentar a crise econômica – a não entrar nessa crise política que o país vivendo.

Não estamos imunes, obviamente, a ser contaminado por esse debate ideológico, mas temos que lutar como democratas, nos que acreditam na democracia, na justiça social, num país equilibrado com menos desigualdade social e ao mesmo tempo com capacidade de, através do diálogo, superar as divergências.

Por isso, peço a todos que possamos prosseguir no caminho do diálogo, no caminho de soluções que possam ser boas para o povo e repudiar qualquer ato de violência ou atos extremados sejam eles de direita ou esquerda. Esses atos não merecem, sob nenhuma hipótese, a nossa aprovação, seja qual for qual a leitura que se possa ter, psicanalítica ou até filosófica. Não há como comparar Malcolm X, Martin Luther King, Nelson Mandela, os grandes líderes de direitos civis, com baderneiros que vieram botar fogo na bandeira brasileira, vieram protestar sem rumo, contra o que ninguém sabe. Isso não é aceitável. A democracia pressupõe respeito, diálogo e sob nenhuma hipótese, a violência. Esses atos de vandalismo têm que ser integralmente repudiados.

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