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Quando o tratamento mental é solução política

Amadeu Garrido de Paula


O Brasil, fomentado pelas redes sociais – que não perdem sua importância – ingressou num franco transtorno mental em que os delírios são a manifestação mais correntes.

Delira-se sob enorme leviandade. Desde a política oficial, envolvendo os três poderes da República, para atingir a plenitude de nossa coletividade.

Seguem-se, nessa toada, as mensagens eletrônicas distantes da verificação honesta – e, muitas vezes, de alto custo intelectual – da realidade, como ela é (“sein”) e de como deveria ser (“sollen”).

Delírios que são nulidades materiais e formais. Neste último aspecto, porquanto a correta linguagem é constantemente vítimas de sólidas bordoadas.

Logo, a primeira postura do homem honesto é descartar os delírios e abraçar a crítica e a autocrítica. Com a maior honestidade de pensamento possível.

Cada qual pode contribuir  – e muito – para escaparmos da tempestade perfeita, que já nos assola há anos. 

O Executivo Federal – como é óbvio – deve ser o primeiro a abandonar os delírios – 1964, nazismo e fascismo, esquerda e direita – claro que se esses delírios não são deliberados, o que nas forças armadas é designado por manobra diversionista, para ocultar do inimigo nossa verdadeira conduta. No governo atual, conduta omissiva ante as grandes mudanças que as urnas esperavam, em seus primeiros passos, que não foram dados.

Compromisso com a verdade e abolição dos delírios – que pertencem às disciplinas da mente -, psiquiatria, psicanálise,   é um passo imprescindível e reclamado de todos, se desejamos o futuro de um viver real, o qual não se conquista com mentiras e imaginações, em geral destruidoras dos inimigos, que deveriam ser apenas adversários e, melhor ainda, deixar de existir na conjunção da inteligência humana.

Amadeu Garrido de Paulaé Advogado, sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

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