Santo Antônio da PlatinaSaúde

Moradores imploram por atendimento a paciente agonizando com cólica renal

Caso aconteceu na manhã de ontem (14) no Pronto Socorro Municipal; assunto viralizou nas redes sociais

Luiz Guilherme Bannwart


Paciente com cólica renal se contorceu a espera de atendimento médico no Pronto Socorro
CRÉDITO: Divulgação

A indiferença no tratamento a um paciente com cólica renal, que na manhã desta segunda-feira (14) se contorcia de dor na sala de espera do Pronto Socorro de Santo Antônio da Platina, provocou revolta e indignação nas pessoas que também estavam na unidade à espera de atendimento médico. As imagens do homem debilitado tentando se apoiar nas cadeiras da recepção sem que nenhum responsável fizesse nada para ajudá-lo ganhou rapidamente as redes sociais, fazendo com que o clima de repulsa contra a administração municipal ganhasse intensidade.

“Faz mais de duas horas que estou aqui. Esse senhor está com cólica de rim. Tá lotado aqui! (sic)”, disse uma internauta que se identifica como Érica, ainda reclamando do atendimento em uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. “Fui no postinho consultar meu filho que estava com 38,4 graus de febre e disseram que a médica não poderia atender porque era somente gestantes (sic)”, salientou.

Em outro post, o autor sugere à população para que “chamem a polícia, gravem vídeos e denuncie o caso ao Ministério Público”. Em seguida, a mesma internauta (Erica) que denunciou o descaso com o paciente que reclamava de cólica renal publicou a foto de uma vítima de acidente (caso classificado como emergencial, conforme o protocolo de atendimento adotado pelo Pronto Socorro) que aguardava por consulta médica sentada ao chão do lado externo da unidade. “Esse rapaz também sofreu um acidente e não foi atendido ainda”, dizia o conteúdo replicado nos grupos de WhatsApp.

Procurada pela reportagem, a diretora municipal de Saúde, Gislaine Galvão, informou que a médica que atendia o plantão estava na sala de emergência com dois casos graves: uma criança em convulsão e um homem que chegou desacordado na unidade. Pouco tempo depois, por mensagem de aplicativo, a diretora de Saúde disse que o paciente com cólica renal havia sido recolhido a uma sala da unidade pela equipe de enfermagem e que os atendimentos aos casos de menor complexidade já haviam sido normalizados.

Solução ao problema

Durante as festividades do fim de ano, uma medida relativamente simples adotada pela direção do Pronto Socorro mostrou que é possível reduzir praticamente a zero a fila de espera por atendimento médico na unidade. No mês de dezembro, dois profissionais trabalharam simultaneamente na escala de plantão fazendo com que casos que até então levavam duas horas, em média, para ser atendidos fossem avaliados em no máximo 20 minutos de espera.

No entanto, segundo o médico e diretor da unidade Diego Ralph Burani, para dar sequência ao projeto que apresentou bons resultados são necessários recursos financeiros e conscientização da população para que procure o Pronto Socorro somente em casos de urgência e emergência.

Há poucos dias, porém, em entrevista à Rádio Difusora FM, o prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS), o Professor Zezão, reconheceu que a possibilidade de se manter dois médicos em tempo integral no Pronto Socorro está descartada por falta orçamento. Contudo, Zezão disse que a prefeitura e a direção do Pronto Socorro estão discutindo outro projeto que visa disponibilizar um médico de retaguarda para o atendimento em casos de menor complexidade, enquanto o profissional de plantão prioriza os casos de urgência. O prefeito, entretanto, não informou quando tal medida seria implantada na unidade.

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