Frustrada tentativa de fuga na cadeia de Santo Antônio da Platina

Luiz Guilherme Bannwart


Foi encontrado um buraco no teto de uma das celas, que seria utilizado pelos presos para fuga pelo telhado da unidade (Divulgação/Polícia Civil)

Na noite de terça-feira (25), uma tentativa de fuga foi impedida na carceragem do Departamento Penitenciário, anexa à Delegacia de Santo Antônio da Platina. Agentes do Depen e o investigador de polícia de plantão escutaram barulhos e movimentação suspeita, sendo então solicitado apoio da Rotam e deslocamento dos presos ao solário para vistoria do interior das celas.

Foi encontrado um buraco no teto de uma das celas, que seria utilizado pelos presos para fuga pelo telhado da unidade. Os detentos serraram a barra de ferro da porta de uma das celas e, com esse material, estavam quebrando a parede superior.

Na manhã desta quarta-feira, 26, agentes do Depen vistoriam todas as celas da carceragem, com escolta da Rotam, para apreender demais objetos relacionados à tentativa de fuga.

Os agentes realizam frequentes vistorias e revistas e, felizmente dessa vez a fuga dos criminosos foi barrada, porém, trata-se de um problema insanável, sendo o temor das fugas um receio constante.

O delegado Rafael Pereira Gabardo Guimarães destaca que o risco das fugas é extremamente prejudicial à população de bem. Segundo ele, “a segurança pública está sempre ameaçada quando se trata da questão da fuga de presos. Com a fuga, indivíduos perigosos voltam a circular na cidade e, possivelmente, a cometer crimes ou ameaçar as vítimas de seus crimes. Além disso, é desperdiçado todo o trabalho dos policiais militares, que arriscam suas vidas para realizar a prisão dos bandidos. O prejuízo para a Polícia Civil é o risco de se ter equipamentos depredados ou furtados em rebeliões e fugas, e, especialmente, a destruição de investigações em andamento e inquéritos policiais”.

Ainda de acordo com o delegado, em razão disso há sempre o pedido insistente para que o prédio da Polícia Civil seja disponibilizado em outro terreno da cidade, uma vez que as funções de investigação e atendimento à população não são compatíveis com a custódia de presos. “É preciso que as autoridades locais e políticos tomem ciência deste fato, pois vivemos sob constante tique-taque de um relógio bomba nestas condições”, pondera.

Os detentos serraram a barra de ferro da porta de uma das celas (Divulgação/Polícia Civil)